Cinco antigos treinadores do FC Porto entre os 100 melhores de sempre
Porto Canal
A prestigiada revista inglesa de futebol Four Four Two dedicou uma edição especial aos melhores treinadores da história e incluiu cinco antigos técnicos do FC Porto entre os 100 que mais terão marcado a modalidade: Fernando Santos (ocupa a 64.ª posição), Tomislav Ivic (60.º), Bobby Robson (46.º), Béla Guttmann (21.º) e José Mourinho (12.º).
O atual selecionador de Portugal é destacado pelos sucessos no Euro 2016 e na Liga das Nações de 2019, mas também são mencionadas as conquistas ao serviço do FC Porto e a influência no desenvolvimento do futebol grego.
O facto de ter ganho campeonatos em quatro países diferentes – registo alcançado há poucos meses por Carlo Ancelotti – é um dos fundamentos para a escolha de Tomislav Ivic. Em relação à passagem pelo FC Porto, são referidas as conquistas da Liga, da Taça de Portugal, da Supertaça Europeia e da Taça Intercontinental, assim como a boa impressão que o técnico deixou no então muito jovem José Mourinho, que mais tarde viria a referir-se a ele como “o maior treinador de todos”.
A posição de Bobby Robson é justificada por uma passagem longa e marcante pela seleção inglesa, assim como pelos sucessos alcançados em Inglaterra ao serviço do Ipswich – com destaque para a conquista da Taça UEFA –, nos Países Baixos pelo PSV, em Portugal pelo FC Porto e em Espanha pelo Barcelona.
A “carreira nómada” de 40 anos desenvolvida por Béla Guttmann, com troféus e influência em vários países, é um dos motivos que explicam a posição alcançada pelo judeu húngaro que teve a sorte de escapar ao Holocausto. Em 1961 e 1962 foi bicampeão europeu como treinador do Benfica, mas viria, mais tarde, a proferir uma frase que muitos encaram como uma maldição: “O Benfica não voltará a ganhar a Taça dos Campeões”. Antes de treinar os lisboetas e depois de ter ajudado a transformar o futebol brasileiro, em 1959, guiou o FC Porto à vitória no célebre “Campeonato Calabote”.
Por fim, José Mourinho é caracterizado como um ganhador nato, independentemente de ser amado ou odiado. Os triunfos na Liga dos Campeões ao serviço do FC Porto e do Inter de Milão – duas equipas que, à partida, não seriam candidatas ao título continental – são apontados comos os pontos mais altos de uma carreira marcada por verdadeiras lições de gestão de homens. “Winner” – ou seja, “ganhador” – é precisamente o adjetivo que encerra o texto que lhe é dedicado.
