Empresário Mário Ferreira constituído arguido em processo de fraude fiscal e branqueamento de capitais

Empresário Mário Ferreira constituído arguido em processo de fraude fiscal e branqueamento de capitais
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Porto Canal

O empresário Mário Ferreira, dono da empresa de cruzeiros Douro Azul, e acionista maioritário da empresa dona da TVI, foi constituído arguido na 'Operação Ferry', que investiga eventuais crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento no negócio da compra e venda de um navio, o Atlântida.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira na sua página da internet, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) refere que, na sequência da 'Operação Ferrry', foi constituído um arguido, sem mencionar nomes, mas fonte judicial indicou tratar-se do empresário Mário Ferreira, que também foi um dos júris da versão portuguesa do Shark Tank.

"Os factos sob investigação, que motivaram ainstauração do processo em causa, reportam-se aos anos de 2014 a 2016 e consubstanciam-se numa transação efetuada com recurso a outra jurisdição, de modo a diminuir os lucros tributáveis em Portugal", explica o fisco, detalhando: "este procedimento terá visado, essencialmente, reduzir os montantes a pagar, em sede de IRC, bem como camuflar uma eventual distribuição dos lucros obtidos", pode ler-se no comunicado da AT.

A constituição de arguido surge um dia após Mário Ferreira, que detém o grupo Mystic Invest, dono da Douro Azul, ter pedido ao Ministério Público (MP) para que fosse constituído arguido e que marcasse interrogatório para poder ser ouvido.

Mário Ferreira é então suspeito de ter montado um esquema de fuga ao Fisco de cerca de seis milhões de euros, com posterior branqueamento de capitais, na compra e venda do ferryboat Atlântida a uma empresa norueguesa, por cerca de 17 milhões de euros, através de outra empresa ('offshore') - entretanto extinta - criada, alegadamente, pelo próprio empresário.

No âmbito desta operação, que decorreu no distrito do Porto, na Região Autónoma da Madeira e em Malta foram cumpridos oito mandados de busca a empresas do dono da Douro Azul e dois escritórios de advogados, levadas a cabo por 12 inspetores tributários e aduaneiros, sete especialistas de informática e 12 militares da Unidade de Ação Fiscal da GNR e quatro militares do Comando Territorial da GNR da Madeira.

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