Dezenas de árvores de grande porte abatidas no centro do Porto por ordem do Montepio

Dezenas de árvores de grande porte abatidas no centro do Porto por ordem do Montepio
| Norte
Porto Canal

Associação Mutualista ordenou o abate de dezenas de árvores da baixa da Invicta, área onde escasseiam espaços verdes, tendo em vista a construção de um empreendimento. Autarquia defende que árvores se encontravam em mau estado.

O centro do Porto é terreno fértil para o surgimento de empreendimentos que surgem, quase, em catadupa. Por entre obras e demais construções vão escasseando, em certas zonas, espaços verdes, numa constante senda de desenvolvimento cosmopolita. E a baixa da Invicta prepara-se para receber nova edificação no terreno da antiga Escola Académica, que também já foi casa do Teatro Experimental do Porto.

No entanto, para avançar com a operação de urbanização da Quinta do Pinheiro, localizado no centro do Porto, a Associação Mutualista Montepio abateu dezenas de árvores de grande porte, numa área onde há poucos espaços verdes.
Os moradores queixam-se da decisão e lamentam o desaparecimento da mancha verde, uma vez que apósa intervenção, sobraram apenas dois tulipeiros, dois ciprestes e algumas camélias, onde antes a diversidade de arvoredo e plantas abundava.

Perante o clima de insatisfação, o Montepio refere que vai transplantar algumas árvores e plantar outras. Quanto à Câmara Municipal diz que a maior parte das árvores estavam em mau estado.

Em março, a associação mutualista anunciou que iria avançar para a construção de um empreendimento de seis edifícios com capacidade para 117 apartamentos e 192 lugares de estacionamento. A operação destina-se ao arrendamento a custos controlados.

Contudo, apesar de o anúncio só ter acontecido este ano, este é um longo processo que remonta já a 1997, ano em que arrancou a operação de loteamento. E só em 2020 foi aprovado o projeto depois de vários anos em tribunal com a autarquia.

+ notícias: Norte

Médico quer criar em Portugal associação dedicada a tumores do fígado

O médico moçambicano Hipólito Mussagy quer criar uma associação de doentes para ajudar quem sofre de carcinoma hepatocelular, “doença silenciosa considerada quase incurável” e que o próprio sofreu, encontrando-se em vigilância no Hospital São João, no Porto.

Jovem acusado de instigar massacres no Brasil começa a ser julgado na Feira

Um jovem acusado de ter instigado massacres em escolas no Brasil, incluindo um em que morreu uma adolescente, vai começar a ser julgado esta quinta-feira no Tribunal da Feira, no distrito de Aveiro.

Sindicato acusa ULS Entre Douro e Vouga de incumprimentos salariais

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou esta quinta-feira a ULS Entre Douro e Vouga de não pagar atempadamente aos médicos internos de formação geral, situação que a instituição atribui a um período “muito concentrado” de processamento de salários.