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Comandante militar lamenta apoio da Fretilin à recandidatura do Presidente timorense

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Díli, 17 jan 2022 (Lusa) -- O comandante das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e candidato anunciado às eleições presidenciais de março, lamentou hoje que o secretário-geral do seu partido, a Fretilin, tenha declarado apoio à recandidatura do atual Presidente.

"Penso que o senhor Mari Alkatiri não está a considerar a Fretilin de 1975. E está a negar-me como membro do Comité Central da Fretilin", disse Lere Anan Timur, em declarações à Lusa.

O comandante das F-FDTL, que confirmou que se vai demitir do cargo "nos próximos dias" para formalizar a sua candidatura presidencial, reagia a uma mensagem do secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Mari Alkatiri, divulgada no domingo.

Lere Anan Timur considerou que o seu partido, a Fretilin, deveria ter convocado um congresso nacional para debater o assunto e garante que utilizará símbolos do partido na sua campanha.

"Não há qualquer dúvida. Vou candidatar-me em nome dos veteranos, de toda a resistência, mas sou da Fretilin e eu e os meus apoiantes sem dúvida que vamos usar os símbolos partidários. Mari Alkatiri não pode negar isso", afirmou.

"Sempre disse que, apesar do período em que estive fardado, sou da Fretilin", afirmou.

Alkatiri comprometeu o seu apoio político-institucional e a disponibilidade da "máquina" partidária para apoiar a "oportuna e sábia" decisão do atual Presidente de se recandidatar ao cargo.

"Na qualidade de secretário-geral e líder da Fretilin, felicito a oportuna e sábia decisão do Presidente da República em se recandidatar para mais um mandato nas mesmas funções que tem vindo a exercer com determinação e independência", referiu Mari Alkatiri numa declaração enviada à Lusa.

"Reafirmo todo o apoio político-institucional da Fretilin a esta recandidatura e toda a disponibilidade de colocar a máquina e os meios disponíveis da Fretilin neste apoio, incluindo os atributos no sentido de se garantir um apoio total, um apoio merecido e por direito próprio do candidato Lú-Olo", escreveu.

Questionado sobre se haver duas candidaturas de membros do partido contribuirá para dividir a Fretilin, Lere Anan Timur afirmou que essas diferenças internas já existiam.

"Não é agora que está a dividir. Eles já estão divididos e já antes de eu me candidatar. Há quem queira uma mudança no partido", afirmou.

"E sem dúvida que essa mudança é precisa, porque a Fretilin não é uma instituição privada de ninguém. Não podemos privatizar a Fretilin. Ninguém é dono da Fretilin porque a Fretilin é do povo que derramou sangue", afirmou.

Lere Anan Timur garante que já tem reunidas as cinco mil assinaturas necessárias para formalizar a candidatura.

O texto de Mari Alkatiri coincidiu com o anúncio formal feito pelo ainda presidente da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) e atual chefe de Estado, Francisco Guterres Lú-Olo, na vila de Ermera, a sudoeste da capital, de que se vai recandidatar ao cargo nas eleições marcadas para 19 de março.

No texto de "apoio à recandidatura", enviado à Lusa, o secretário-geral da Fretilin justificou a decisão de apoio a Lú-Olo, numa altura em que há sinais de que outros membros do partido se deverão candidatar, como é o caso do atual comandante das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Lere Anan Timur.

"Tudo farei para unir todos os quadros e militantes da Fretilin neste apoio, de modo a se iniciar um movimento com clara dinâmica de entendimento amplo, de abertura e inclusão, abrindo espaços para a construção de uma plataforma de forma de entendimento mais alargado, mais inclusivo e de caráter nacional, independentemente das filiações político-partidárias de cada apoiante", considerou.

A primeira volta das eleições presidenciais decorre a 19 de março, com as candidaturas a terem que ser apresentadas até 04 de fevereiro e a campanha a decorrer entre 02 e 16 de março.

 

ASP // JMC

Lusa/Fim

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