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Festival de Música da Póvoa de Varzim conta com Maria João Pires e reaproxima-se do jazz

| Norte
Porto Canal com Lusa

Póvoa de Varzim, Porto, 21 jun 2021 (Lusa) - A 43.ª edição do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim vai este ano promover um "diálogo" entre a música erudita e o jazz, numa reaproximação a um estilo que chegou a fazer parte de edições anteriores do certame.

O festival, que decorre de 8 a 31 de julho na cidade litoral do distrito do Porto, volta este ano a ter restrições devido à pandemia de covid-19, nomeadamente na lotação dos locais dos espetáculos, mas, segundo a organização, "é uma das edições com mais eventos".

"Há 43 anos que este festival se vem afirmando como um dos eventos primordiais nesta área, renovando-se profundamente o que nos deixa orgulhosos. Não teremos o público que gostaríamos de ter em quantidade, mas a qualidade vai-se manter", disse o vereador com o pelouro da Cultura da Câmara da Póvoa de Varzim, Luís Diamantino.

Na diversificada programação preparada para este ano, surgem vários espetáculos de jazz, numa vertente que será também abordada na conferência de abertura do festival, proferida pelo musicólogo Rui Vieira Nery, subordinada ao tema "A música erudita e o jazz: Um século de Amores Clandestinos".

"Em 2019 o festival fez uma abordagem ao jazz, algo que já não acontecia há 29 anos, e nesta edição retomamos essa reaproximação. Apostamos nessa abrangência para dar a perceber os diálogos entre a música erudita e o jazz, algo que historicamente sempre esteve muito conectado", explicou o diretor artístico do festival, Raul da Costa.

O responsável, de apenas 28 anos, e que pela segunda vez coordena o certame, destacou, desde logo, a fusão dos dois estilos no concerto inaugural, a 9 de julho, com a renomada pianista portuguesa Maria João Pires e o jovem Júlio Resende, também ao piano, a promoverem um espetáculo apelidado "Diálogos".

"Maria João Pires já esteve no nosso festival há muitos anos, e é uma honra promover este seu regresso, até porque tem atuado muito pouco em Portugal. Apenas uma vez apresentou este espetáculo com o talentoso Júlio Resende", partilhou Raúl da Costa.

Destaque ainda na programação para as atuações do Coro Gulbenkian, da Orquestra de Câmara de Helsínquia, para o espetáculo de ópera "O Elixir do Amor", de Donizetti, com intérpretes portugueses, para o agrupamento de jazz Tigran Hamasyan Trio, o quarteto de cordas David Oistrakh, que será acompanhado pelo quarteto português Tejo, e ainda para um concerto para famílias, a partir do conto "A menina do mar", de Sophia de Mello Breyner Andresen.

Para os dois últimos dias do festival, está marcado um recital pelo violinista Tobias Feldmann e o pianista Boris Kusnezow, em estreia em Portugal, e o concerto final pela orquestra de época Akademie Fur Alte Musik Berlin, na sua dimensão barroca, que vai interpretar obras de Johann Sebastian Bach.

O cravista Pierre Hantaï e o virtuoso de viola da gamba Paolo Pandolfo, também compositor, professor e musicólogo, são outros dois nomes do cartaz do festival.

Além dos concertos, que serão distribuídos pelo Cine-Teatro Garrett, Auditório Municipal, Igreja Matriz, e Igreja Românica de S. Pedro de Rates, estão também previstas exposições e masterclasses com alguns dos artistas participantes no festival.

Devido às contingências da pandemia, a lotação dos locais dos espetáculos foi reduzida a metade, e, apesar de ser obrigatório a utilização de máscara e higienização de mãos, não será necessário ter um comprovativo de teste negativo para aceder aos espetáculos.

Os ingressos têm um preço unitário de 5 euros por espetáculo, estarão à venda a partir do próximo dia 27 de junho em bol.pt, mas todos as atuações do festival serão transmitidas, de forma gratuita, através das plataformas digitais e televisivas da RTP.

O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim é uma organização da Câmara Municipal com o apoio da Direção-Geral das Artes.

JPYG // MAG

Lusa/fim

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