Falta de tendas interrompe vigília no Porto de empresários da restauração

Falta de tendas interrompe vigília no Porto de empresários da restauração
| Norte
Porto Canal com Lusa

A vigília de empresários da restauração iniciada a noite passada do Porto e prevista para durar por tempo indeterminado foi interrompida durante a madrugada por falta de tendas, disse hoje à Lusa o presidente da Associação Nacional de Restaurantes.

"A ideia é ter seis pessoas de forma permanente 24 horas por dia em vigília e equipas de sequência para se revezarem de forma estruturada e como foi uma situação de impulso não houve esse cuidado", explicou Daniel Serra, assinalando terem recebido um apoio que resolverá a questão das tendas.

O protesto, contudo, vai ser retomado "na quarta ou quinta-feira", assegurou o empresário dando conta que as condições logísticas "vão melhorar substancialmente" depois de uma empresa "ter oferecido aquecedores e sobretendas que vão garantir um conforto mínimo".

O "acampamento" ficará junto ao monumento a Almeida Garret, na Avenida dos Aliados, em frente à Câmara do Porto e resulta do movimento espontâneo de empresários que ameaçam manter-se lá até o Governo discutir os apoios ao setor.

A iniciativa teve a adesão do Movimento das Mulheres pela Restauração e da Associação Nacional de Restaurantes.

O Governo anunciou, na semana passada, as medidas de contenção da pandemia da covid-19 para o novo período de estado de emergência: nas vésperas dos feriados, o comércio encerra a partir das 15:00 em 127 concelhos do continente classificados como de risco "extremamente elevado" e "muito elevado" e mantêm-se os horários de encerramento do comércio às 22:00 e dos restaurantes e equipamentos culturais às 22:30 nestes concelhos e em mais outros 86 considerados de "risco elevado".

No dia 14 deste mês, o ministro da Economia disse que o apoio excecional aos restaurantes dos concelhos abrangidos pelo estado de emergência para os compensar pela receita perdida nestes dois fins de semana acenderá a 25 milhões de euros e será pago em dezembro.

Os dados avançados pelo ministro indicam que dos 750 milhões de euros contemplados no programa Apoiar.pt - apoio a fundo perdido destinado a micro e pequenas empresas dos setores mais afetados pela crise com quebras de faturação superiores a 25% -, 200 milhões de euros serão absorvidos pelo setor da restauração.

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