Utentes do Centro de Saúde Barão do Corvo, Gaia, exigem elevador monta-cargas
Porto Canal
A Comissão de Utentes do Centro Saúde Barão do Corvo, em Gaia, solicitou hoje ao ministro da Saúde que autorize a substituição do elevador monta-cargas daquela unidade de saúde, que desde há cerca de um ano está inoperacional.
"Cremos que desconhece a realidade do sofrimento de quem há quase um ano sobe escadas com grande dificuldade, não só os utentes como os profissionais de saúde. Estamos cientes que o investimento não é assim tão avultado", afirma a comissão de utentes numa carta dirigida a Paula Macedo, a que a Lusa teve acesso.
Segundo explicam, a avaria foi denunciada em agosto de 2013, nomeadamente, ao Agrupamento de Centros de Saúde de Gaia I (ACES I), mas "a resposta é sempre a mesma: a Administração Regional de Saúde do Norte não tem dinheiro".
"A inoperacionalidade do monta-cargas causa transtornos muito significativos nos utentes com mobilidade reduzida, a quem tem de usar carrinhos de bebé, a quem vai de cadeira de rodas, que se não for pequena tem de ser transportado para a que os serviços têm, e a todos os que se deslocam àquela unidade de saúde, pois quatro pessoas médias deixam o elevador repleto", sustenta a comissão de utentes.
Acrescenta que "primeiramente o dito monta-cargas, que é um elevador maior e de grande necessidade, tinha um papel a dizer 'avariado', ultimamente tem um a dizer 'fora serviço'".
"A verdade é que ainda nada foi feito e isso é inconcebível e inadmissível", considera.
Assim, a Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Barão do Corvo "exige que antes de fazer um ano, o monta-cargas não seja reparado, mas sim substituído. A reparação passado uns dias volta ao mesmo, assim foi nos meses de janeiro a maio de 2013".
"O sacrifício dos utentes e dos profissionais não pode continuar, afinal os discursos da equipa ministerial da saúde que tenta passar a ideia que está a trabalhar para salvaguardar e preservar o Serviço Nacional de Saúde, nada mais é do que mascarar o desinvestimento do Governo no SNS. Este é um exemplo", acrescenta.
