Pais "fartos de promessas" sobre obra da ala pediátrica do São João

| Norte
Porto Canal com Lusa

O porta-voz da Associação Pediátrica Oncológica do Hospital de São João (APOHSJ) disse esta sexta-feira estar “farto de promessas”, após uma reunião com a ministra da Saúde em que, assinalou, se deu um “passo atrás”.

Atualizado 23-02-2019 11:35

“O que nós assistimos aqui hoje foi a uma promessa, não passa de uma promessa para já, da ministra da Saúde a dizer que vai começar a obra no final deste ano e início do próximo, calendarizando as várias etapas, mas estamos fartos de promessas”, vincou Jorge Pires.

O responsável falava à saída de uma reunião no Porto com a ministra da Saúde, Marta Temido, a Associação O Joãozinho, que detém a titularidade da obra, e o Hospital de São João.

Dizendo ter ido para a reunião com a expectativa de que se chegasse a um entendimento entre todas as partes envolvidas relativamente à titularidade da obra, detida pela Associação O Joãozinho, o representante dos pais assumiu que os resultados práticos deste encontro foram poucos, lamentando a ausência do presidente do conselho de administração do hospital.

Visto que não foi alcançado nenhum acordo, Jorge Pires assumiu a desilusão por considerar que este impasse é mais um “passo atrás”.

O porta-voz da reafirmou querer que "todos aqueles" que travaram a continuidade da construção da ala pediátrica do hospital de São João, no Porto, sejam responsabilizados por "falta de empenho".

Jorge Pires assumiu ser o momento de atuar contra o Governo, ministra da Saúde, ex-ministros da pasta, presidentes e ex-presidentes do conselho de administração do centro hospitalar pelo facto de não fazerem, nem deixarem fazer a obra.

“A verdade é que aos responsáveis nada lhes acontece, são promovidos e recolocados noutros cargos”, denunciou.

Jorge Pires ressalvou que os governos já foram habituando o país ao lançamento de primeiras pedras e de obras, mas depois nada acontece.

O presidente da associação revelou acreditar na “boa vontade” da ministra, mas entende que não lhe dão poderes para ela fazer a obra.

Desta forma, a associação pretende instaurar processos criminais por falta de empenho a quem não deixou que a obra continuasse, afirmou aos jornalistas Jorge Pires.

Recordando as precárias condições em que estão as crianças internadas, Jorge Pires contou que aquando da visita do Presidente da República no dia de Natal, puseram telhados novos nos contentores, mas há uns tempos, devido a uma tempestade, um dos telhados voou e inundou a sala da quimioterapia, obrigando à sua evacuação.

“E o senhorio dos contentores continua sem ser chamado a cumprir as suas obrigações”, considerou.

+ notícias: Norte

Governo designa José Carlos Cidade para vogal da ULS Gaia/Espinho

O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira a designação do ex-presidente da Junta de Freguesia da Madalena José Carlos Cidade para vogal do conselho de administração da Unidade Local de Saúde Gaia/Espinho (ULSGE).

Profissionais de saúde em luta por estacionamento gratuito no Hospital de Braga

Os profissionais da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga estão esta sexta-feira em greve para exigir estacionamento gratuito no hospital daquela cidade, sublinhando ser inadmissível que tenham de pagar “quase um salário mínimo” por ano para poderem trabalhar.

Comissão dos Vinhos Verdes lança coletivo de sustentabilidade para a região

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes lançou um Coletivo de Sustentabilidade, um programa com o objetivo de ajudar produtores, técnicos e outros parceiros com práticas sustentáveis.