Suspeitos de matar empresário de Braga conhecem hoje a decisão judicial

Suspeitos de matar empresário de Braga conhecem hoje a decisão judicial
| Norte
Porto Canal com Lusa

Os sete homens acusados de matar um empresário de Braga e dissolver o corpo em 500 litros de ácido sulfúrico, em 2016, deverão conhecer esta quarta-feira a decisão do Tribunal São João Novo, no Porto.

Durante as alegações finais do processo, em novembro, o procurador do Ministério Público (MP) pediu a pena máxima de 25 anos de prisão para os sete arguidos, classificando o crime como "violento e cruel" e de "elevadíssima ilicitude".

Na altura, o procurador disse que os suspeitos planearam a morte com "muitos meses de antecedência", o que revela "a sua personalidade desviante".

De acordo com a acusação do MP, aqueles sete homens "organizaram-se entre si, criando uma estrutura humana e logística com o propósito de sequestrar um empresário de Braga, de o matar e de fazer desaparecer o seu cadáver".

Com isso, pretendiam "impedir de reverter um estratagema" mediante o qual o património dos pais da vítima fora passado para uma sociedade controlada por dois dos arguidos, refere a acusação.

Na execução daquele propósito, e depois de terem monitorizado as rotinas da vítima, quatro dos arguidos dirigiram-se, em 11 de março de 2016, a Braga, em dois carros roubados no Porto, numa empresa de comércio de automóveis, sustenta o MP.

"Abordaram o empresário por volta das 20:30" daquele dia, "meteram-no no interior de um dos veículos automóveis e levaram-no para um armazém em Valongo, onde o mataram por estrangulamento, acabando por dissolver o cadáver em 500 litros de ácido sulfúrico, já noutro armazém, sito em Baguim do Monte", realça.

No âmbito da investigação deste caso, o Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Judiciária (PJ) arrestou e apreendeu ativos no valor de aproximadamente um milhão de euros.

Além destes sete arguidos, o processo envolve mais dois homens. Um está acusado de furto qualificado e outro dos crimes de falsificação ou contrafação de documento e de incêndio, sendo que para ambos o MP pediu pena suspensa.

A leitura do acórdão está agendada para as 13:45, no Tribunal São João Novo, no Porto.

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