"Neste momento, o número de consultas que ficaram por fazer foram uns milhões e cirurgias ultrapassam as 93 mil"

Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos, analisa os dados divulgados pela Entidade Reguladora da Saúde que indicam que houve, nos hospitais públicos, uma queda acentuada no acesso aos cuidados de saúde desde o início de março, e diz que "é uma situação de facto muito preocupante porque está-se a falar de um atraso que é muito grande e neste momento, comparando os meses de março, abril e maio de 2019 com 2020, verifica-se quer a nível hospitalar, quer a nível dos cuidados de saúde primários, que o número de consultas que ficaram por fazer foram de facto uns milhões e o número de cirurgias que ficaram por fazer ultrapassam as 93 mil".

O Bastonário da Ordem dos Médicos alerta ainda para o facto da Ordem "já há dois meses atrás ter levantado a questão dos doentes Não-Covid e da retoma que tinha de ser feita com urgência".