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Edgar diz que não se lembrou das subvenções agora e confirma ir a votos domingo

| Política
Porto Canal com Lusa

Baixa da Banheira, Setúbal, 20 jan (Lusa) - O candidato presidencial apoiado pelo PCP recordou hoje sempre ter defendido o fim das subvenções vitalícias e o regime de incompatibilidades para detentores de cargos públicos e confirmou ir até ao fim, aos votos no domingo.

Com dois dias e meio de campanha eleitoral pela frente, Edgar Silva, envolvido no primeiro grande "banho de multidão", na "comunista" rua 1.º de maio da Baixa da Banheira, concelho da Moita, reafirmou manter-se na corrida ao Palácio de Belém até final, nem que seja preciso ir "a nado" ao Funchal para exercer o seu direito de voto exprimir a preferência pela próprio nome.

"Não é de agora, nesta altura da campanha, porque é útil manifestar essa discordância dessa injustiça desta discriminação vergonhosa que é garantir a alguns, que estiveram alguns anos no exercício de determinado cargo de representação institucional - que não é uma reforma, é uma subvenção. Desde 1996, para não falar do partido e dos que apoiam a candidatura, que eu, no parlamento regional da Madeira, em relação ao regime de incompatibilidades de detentores de cargos públicos e subvenções vitalícias, há décadas que é uma linha da frente da minha intervenção", lembrou.

Questionado se a adversária socialista Maria de Belém tem condições para se manter como candidata depois de ter, em conjunto com outros deputados, subscrito o pedido de fiscalização ao Tribunal Constitucional sobre a necessidade da condição de recursos no regime de subvenções vitalícias para ex-titulares de cargos públicos, o candidato comunista dirigiu a questão a cada concorrente.

"Cabe a ela, e o mesmo em relação a outros, responder do ponto de vista ético pela sua intervenção e postura. Por mim, posso dizer que não é de agora. Alguns e algumas parece que só agora despertaram para esta questão", lamentou.

Em relação às dificuldades orçamentais do Governo socialista face às exigências das instâncias europeias, Edgar Silva manteve-se firme na defesa da "dívida social que continua por saldar", ressalvando ser possível sem pôr em causa equilíbrio das contas públicas", protegendo a "soberania e independência nacionais".

"Tudo o que cheira a restituição de direitos e reposição de rendimentos cria urticária, comichão, em algumas instituições e entidades", condenou, denunciando os "agiotas e o capital transnacional".

Confrontado com o facto de haver, pelo menos, cinco candidatos com ligações à área política do PS e tal facto poder originar uma dispersão de votos à esquerda e até alguma desmobilização, o deputado regional madeirense preferiu novamente falar por si.

"Agora o que é preciso é votar, não como um mal menor, mas como um bem maior, naquilo que nos identifica, que realiza os nossos projetos e convicções, depois, na noite dos votos, vamos contar e logo veremos", disse.

A hipótese de desistir em favor de um outro candidato está fora de causa, pelo menos numa primeira volta.

"Isso já está decidido há muito, vamos a votos, domingo lá estaremos. Eu falarei pela minha candidatura. Eu tenho a certeza de que irei votar Edgar Silva, faça chuva, faça sol. Se não houver avião, vou de barco ou de lancha rápida ou vou a nado. Os outros candidatos falarão por si. Só há uma candidatura de Abril, que é a minha", garantiu.

Edgar Silva vai viajar no sábado para o Funchal, após encerrar a campanha com um comício em Guimarães, votará domingo pelas 10:30, na freguesia de Santa Luzia, instalada na Escola Secundária Francisco Franco, regressando de imediato ao continente para a noite eleitoral, no centro de trabalho do PCP Vitória, na avenida da Liberdade, Lisboa.

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