Marcelo admite que possa não haver segunda volta

Marcelo admite que possa não haver segunda volta
| Política
Porto Canal com Lusa

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa afirmou hoje que quando era comentador político achava inevitável uma segunda volta, mas neste momento admite que possa não haver, considerando "muito insensato" eleições mais tarde do que 24 de janeiro.

Em declarações aos jornalistas antes de uma audiência com a Confederação do Comércio e Serviços, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre se acredita numa segunda volta nas eleições presidenciais, respondendo que quando era comentador político achava que esse era um cenário inevitável, mas neste momento, com os dados de que dispõe, admite que "possa não haver uma segunda volta".

Sobre a data para a qual foram marcadas as eleições presidenciais, o candidato a Belém considerou que esta é razoável, realçando que "pareceria muito insensato ser mais tarde porque se houvesse algum problema jurídico no processo eleitoral não haveria muito tempo até 09 de março".

"O novo Presidente toma posse no dia 09 de março. Em teoria ao menos há uma segunda volta que tem que se realizar três semanas depois. 24 de janeiro dá segunda volta a 14 de fevereiro", elencou, considerando que Cavaco Silva "decidiu na linha do que têm sido as últimas eleições que é à volta de 20 de janeiro".

Sobre se gostaria de ter o apoio do PSD numa primeira volta, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que a sua candidatura "é independente" e que está "aberto a todos os apoios", não pedindo "apoios a ninguém", sejam eles partidos ou grupos de cidadãos, mas aceita quem o quiser apoiar.

"Mas isso não retira um milímetro à independência da minha candidatura porque também disse mais de uma vez: o Presidente não é um líder partidário. O Presidente existe para unir os portugueses e para representar todos os portugueses", assegurou.

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