Frente Comum diz que Governo quer impor "em ditadura" medidas que vão prejudicar o país inteiro

| Política
Porto Canal / Agências

Lisboa, 06 mai (Lusa) - A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (CGTP), Ana Avoila, acusou hoje o Governo de querer impor "em ditadura" medidas que vão prejudicar o país inteiro.

Durante a reunião, de acordo com os sindicatos, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, manifestou a sua intenção de agendar a partir da próxima semana reuniões semanais com os sindicatos para discutir as medidas apresentadas pelo primeiro-ministro na sexta-feira.

Falando da reunião com o secretário de Estado, Hélder Rosalino, onde estiveram apenas cerca de 10 minutos, Ana Avoila sublinhou que não aceita que o Governo "trate os sindicatos nem os trabalhadores desta maneira".

"Estivemos lá dez minutos, mas estivemos para lhes dizer que não aceitamos que gente desta, que está a governar em ditadura, faça coisas destas aos sindicatos e aos trabalhadores da administração pública. O Governo quer fazer um conjunto de reuniões para depois 'lixar' os trabalhadores da administração pública", disse a sindicalista aos jornalistas.

"Viremos cá também nas próximas reuniões para lhes dizer na cara que não aceitamos que passados 40 anos de revolução do 25 de abril o Governo imponha em ditadura medidas que vão prejudicar o país inteiro", disse Ana Avoila, referindo que "não irão compactuar" com o que o Governo pretende fazer e que é "um conjunto de reuniões a correr".

Ana Avoila apelou ainda à união dos trabalhadores na luta e "da forma como os trabalhadores entenderem".

Para o coordenador da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), Nobre dos Santos, a reunião com o Executivo foi apenas "de explanação".

"Não há nenhuma resposta, há processos de intenção e mais nada", disse aos jornalistas no final do encontro com Hélder Rosalino, sublinhando que não aceitará que o Governo queira acelerar as negociações de forma a aprovar o Orçamento Retificativo.

"Nós não andamos aqui a 'mata cavalos'. Os métodos de negociação estão na lei e o Governo tem que cumprir a lei de negociação coletiva", disse Nobre dos Santos.

Para o sindicalista, "há prazos a cumprir" e o governo "tem que se sujeitar à lei", apesar de "estar com pressa por ter feito um mau trabalho", abordagem que a FESAP rejeita.

As três estruturas sindicais representativas dos funcionários públicos são hoje recebidas pelo secretário de Estado Hélder Rosalino para discutir o programa de rescisões amigáveis, depois de o primeiro-ministro ter anunciado na sexta-feira que quer dispensar 30 mil funcionários através das rescisões amigáveis e da mobilidade especial, que passa a ter uma duração máxima de 18 meses.

Passos Coelho anunciou ainda o aumento do horário de trabalho para as 40 horas, o aumento dos descontos para a ADSE ainda este ano e várias alterações ao regime de cálculo das pensões.

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