Poiares Maduro diz que gastronomia vale "20% do produto interno bruto"

| Economia
Porto Canal com Lusa

Olhão, Faro, 25 set (Lusa) - O BE considerou hoje que se o anúncio da devolução da sobretaxa de IRS paga em 2015 "fosse a sério seria eleitoralismo", mas sendo falso "é falta de vergonha na cara por parte de Pedro Passos Coelho".

Os números da execução orçamental foram hoje conhecidos, tendo o Governo admitido antes devolver no próximo ano 35,3% da sobretaxa de IRS paga em 2015, se o ritmo de crescimento das receitas de IRS e de IVA registado até agosto se mantiver até ao final do ano.

"Se a notícia fosse a sério seria eleitoralismo, como é falsa é falta de vergonha na cara por parte de Pedro Passos Coelho", disse a porta-voz do BE, Catarina Martins, aos jornalistas a meio de uma arruada pelo centro de Olhão.

Na opinião da bloquista, "se fosse verdade que o Governo tinha dados de execução orçamental que lhe permitissem essa devolução de um terço", significaria que "quem ainda está no Governo estava a usar as suas funções governamentais para fazer um número de propaganda política a poucos dias das eleições e isso nunca seria aceitável".

"Não é verdade para já porque os dados de execução orçamental no que diz respeito às receitas de impostos estão inflacionados pelos reembolsos de IVA que não estão a ser feitos às empresas", começou por explicar.

Por outro lado, continuou Catarina Martins, "o descontrolo das contas públicas com o défice conhecido no primeiro semestre de 2015" significa que "não há nenhuma folga no orçamento".

"Acresce que está a ser anunciado como seja uma medida de devolução, quando não estamos a falar de devolução, estamos a dizer é que foi cobrado um imposto a mais às pessoas portanto não é nenhuma borla que vão ter", acusou.

A líder do BE considerou "triste que a poucos dias das eleições" se assista à coligação de direita "a instrumentalizar a máquina do Estado para a sua propaganda eleitoral", o que não é aceitável.

"Também não é aceitável criar expectativas nas pessoas que sabem tão bem pelos números que são públicos que não correspondem sequer à verdade", atirou.

JF // SMA

Lusa/fim

Porto, 25 set (Lusa) - O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional realçou hoje, no Porto, que a gastronomia "tem um valor muito próximo de 20% do produto interno bruto" de Portugal, o que "dá bem a ideia do peso económico desta área".

Poiares Maduro falava no encerramento a cerimónia de apresentação do Manifesto CULINAR - Norte de Portugal, lançado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) com o intuito de ser "nova plataforma regional em defesa da cultura gastronómica do Norte de Portugal".

Poiares Maduro realçou que a gastronomia envolve setores como a restauração e o agroalimentar" e, por outro lado, possui "um valor económico que assenta deste logo no seu valor cultural e identitário".

"Comer não é hoje, seguramente, a mera satisfação básica de uma necessidade, mas sim um ato social", completou.

O ministro sustentou que comer tem a ver com cultura, o que, em sua opinião, "transforma a gastronomia num elemento de identidade do território do nosso país e de cada região do nosso pais e isso tem um valor enorme".

"Falar de gastronomia é também uma forma de contar a nossa história", considerou.

O ministro acrescentou ainda que "a gastronomia também pode ser vista como talvez o melhor exemplo da verdadeira competitividade económica que país deve procurar, porque é uma competitividade inteligente".

"A competitividade inteligente é que assente no território e na valorização dos seus ativos", como a sua população e os seus recursos naturais. "É essa competitividade que nos diferencia no mundo global e é essa diferença que nos dá valor", continuou.

Poiares Maduro destacou que "o manifesto CULINAR ali a tradição à inovação e o conhecimento ao território".

"Só com tradição não se evolui e não se surpreende, não se reforça a qualidade e não se renova, mas uma inovação desligada do território também é inconsequente", afirmou.

O presidente da CCDR-N, Emídio Gomes, realçou que o manifesto CULINAR surgiu para ser "um fórum agregador de muita gente e de muitas entidades que já fazem coisas notáveis" na área gastronómica.

"Queremos criar condições para uma região cheia de estrelas e, para isso, estamos empenhados num grande esforço para prosseguir no desenvolvimento de investigação aplicada, de transferência de tecnologia e de formação especializada", frisou o presidente da CCDR-N, Emídio Gomes, numa declaração sobre a iniciativa enviada à agência Lusa.

"A necessidade de preservação e potenciação de recursos naturais e o compromisso com princípios de sustentabilidade e autenticidade" estão entre os principais objetivos inscritos no documento.

O CULINAR ambiciona "fazer do Norte de Portugal uma das regiões de excelência a nível mundial" e criar até uma marca, tirando partido dos seus vinhos, gastronomia e os produtos locais.

O manifesto como primeiros subscritores os chefes Rui Paula, Pedro Lemos, Ricardo Costa, Renato Cunha e o brasileiro Felipe Rameh e por Emídio Gomes e Poiares Maduro.

AYM // MSP

Lusa/fim

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