Pescadores relatam prejuízos depois de semanas afastados do mar
Maria Guimarães
Os pescadores voltaram à atividade depois de várias semanas sem ir ao mar por causa do mau tempo. Os profissionais relatam a queda na faturação com as despesas a aumentar, um cenário ainda mais preocupante tendo em conta que os apoios do Governo só devem chegar no final do ano.
Dizem que depois da tempestade vem a bonança, mas para quem tem a pesca como profissão, ainda existe um longo caminho pela frente antes de se poder respirar fundo.
Os pescadores, que estiveram afastados do mar nas últimas semanas por causa das sucessivas tempestades, viram a faturação a cair e as despesas a aumentar. A pesca artesanal, que emprega mais de dez mil pescadores a nível nacional, é a que mais tem sofrido.
Para apoiar os pescadores, o Governo apela à submissão de uma candidatura para o Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca, um apoio pago em caso de suspensão da atividade devido ao mau tempo. Mas o dinheiro chega só no final do ano.
Os pescadores pedem ainda às autarquias que olhem para as comunidades piscatórias. Em Vila do Conde, a Câmara Municipal entregou 250€ a cada pescador, um apoio excecional de meio milhão de euros que abrange cerca de dois mil profissionais da maior comunidade piscatória do país.
