Habitação e mobilidade dividem candidatos do PS, PSD/CDS/IL e CDU a Gaia

Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Porto
Inês Saldanha

A habitação e a mobilidade foram os temas centrais do debate entre os candidatos do PS, PSD/CDS-PP/IL e CDU à Câmara de Vila Nova de Gaia.

Criar quatro mil casas

“O nosso compromisso é criar estas quatro mil casas com o compromisso de 40% ficarem no interior do concelho e não apenas na cidade”, afirmou o candidato da coligação PSD/CDS-PP/IL, Álvaro Santos.

Na ausência de Luís Filipe Menezes, cabeça de lista da coligação em Vila Nova de Gaia, Álvaro Santos frisou que serihttps://www.instagram.com/reel/DOxlH2WjAC2/?igsh=MXFidHRvY3FkYWZwbg%3D%3Da “incomportável só estar a aumentar o parque público”, defendendo que é essencial contar com “a iniciativa privada e com o movimento cooperativo” para reforçar a oferta habitacional.

Contrato de 43 milhões de euros que permitirá “construir ou adquirir 500 habitações”

Já o candidato do PS, João Paulo Correia, destacou que a Câmara de Vila Nova de Gaia, sob gestão socialista nos últimos anos, firmou um contrato de 43 milhões de euros que permitirá “construir ou adquirir 500 habitações”, algumas das quais “já foram entregues” à população.

“Basta ir a Grijó, a Madalena, a Serzedo, a Mafamude, exemplos de freguesias onde estão a ser construídas as habitações ao abrigo deste contrato”, disse.

João Paulo Correia acrescentou ainda que, a estas 500 habitações, “somam-se mais 600 do parque habitacional da Câmara”, que serão reabilitadas e disponibilizadas “ao fim de quatro anos, para arrendamento acessível, ajustado ao rendimento das famílias”.

“Depois temos que reforçar o Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento. Tem uma linha reforçada para o arrendamento jovem”, sublinhou, acrescentando que “atualmente existem 450 famílias gaienses que têm o apoio da Câmara para pagar a renda”.

O socialista referiu ainda a meta de “que em dois anos este programa duplique” e passe a abranger 900 famílias, para além de apostar em “investir mais nas cooperativas de habitação”.

“Gaia foi piscina dos interesses imobiliários”

Ainda no âmbito da habitação, o candidato da CDU à autarquia, André Araújo, criticou as propostas dos restantes candidatos e sustentou que houve um excesso de construção dirigido à especulação imobiliária, sem resposta às necessidades reais de habitação acessível.

“Vila Nova de Gaia foi, nos últimos quatro anos, uma piscina dos interesses imobiliários dos grandes grupos económicos. A questão nunca foi construir e muito menos incentivar os privados com mais incentivos para a construção do que eles já têm. O problema é que nós precisamos de casas para morar e não para a especulação imobiliária”, reforçou.

Quanto à mobilidade, as críticas à rede UNIR e a proposta de alargamento da STCP a Vila Nova de Gaia dominaram o debate entre os candidatos.

“A nossa proposta é que esta entidade, a Transportes Metropolitanos do Porto, que é a entidade que fiscaliza a operação da UNIR, substitua o operador que já demonstrou ser incapaz de cumprir o contrato que assinou com o Estado em matéria de carreiras e horários”, defendeu João Paulo Correia.

Abolir portagens na A29, A32 e A41

O socialista salientou ainda que pretende abolir as portagens nas autoestradas, nomeadamente na A29, na A32 e na A41, reconhecendo que se trata de uma medida “crucial não só para as famílias, mas também para as empresas e para a captação de investimentos”.

Também o número dois do PSD, Álvaro Santos, reconheceu que a rede UNIR está a “prestar um mau serviço às populações de Gaia, especialmente àquelas que estão mais afastadas do centro da cidade”.

“O Presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, [Eduardo Vítor Rodrigues], que perdeu o mandato, foi o grande responsável, com o apoio do João Paulo Correia, por este processo mal conduzido e que nos traz aqui com graves prejuízos para a população”, acusou.

O social-democrata esclareceu que pretende “promover a rescisão do contrato” da UNIR e criar “uma solução temporária”, que não ultrapasse um ano, para contratar outro operador.

Expansão da STCP a Gaia

“Também não fechamos a porta à solução que a CDU tem apresentado de, temporariamente, promover o alargamento dos serviços da STCP”, acrescentou.

Por sua vez, André Araújo, da CDU, reiterou essa posição, sublinhando que até 2034 é necessário “um perfil de alargamento da STCP”.

“Isto passa pela consideração da STCP como operador interno da Área Metropolitana do Porto (AMP) e o alargamento no território de Vila Nova de Gaia e nos conceitos da AMP”, explicou.

As eleições autárquicas estão marcadas para o dia 12 de outubro.

 
 
 
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