Ainda há muito Alvão para descobrir em Mondim de Basto

Ainda há muito Alvão para descobrir em Mondim de Basto
Foto: DR
| Norte
Porto Canal/Agências

Alguns turistas adiaram visitas programadas devido ao incêndio que atingiu Mondim de Basto, mas outros subiram esta quarta-feira à serra para verem as Fisgas de Ermelo e os operadores turísticos garantem que ainda há muito Alvão para descobrir.

João Lima, da empresa MeetNorte, levou um grupo de turistas de jipe por um passeio que passou pelas Fisgas de Ermelo, no Parque Natural do Alvão (PNA), em Mondim de Basto.

A agência Lusa encontrou-os na serra e o operador turístico disse que este grupo optou por manter a visita ao Alvão porque, entre os turistas, estavam estrangeiros que apenas estão em Portugal esta semana.

“Infelizmente não estão as melhores condições, está um bocado de fumo, a visibilidade também não é a melhor, também se consegue sentir o cheiro a incêndio”, referiu.

Este território foi atingido por um fogo que começou no sábado à noite em Sirarelhos, Vila Real, e serpenteou a serra até chegar a Mondim de Basto, estando esta quarta-feira em fase de resolução.

“Não havendo uma restrição que nos impeça de o fazer decidiram não cancelar”, explicou João Lima.

A empresa está sediada em Ribeira de Pena e faz percursos de jipe ou bicicleta elétrica pelas serras do Alvão – Marão e também para a zona de Chaves, e, segundo João Lima, em consequência do incêndio já teve vários adiamentos.

“De certa maneira acaba sempre por afetar a nossa atividade (…) Às vezes os incêndios andam a 50 quilómetros de onde nós estamos, mas por falta de noção e de perceção do território, muitas vezes acabam por adiar mesmo que os incêndios andem longe”, referiu.

E, salientou, não foi o Alvão na sua totalidade que ardeu, é uma parte.

“Mas ouvem falar do Alvão e acham que está tudo a arder e acabam por adiar as reservas. Felizmente não temos tido cancelamentos, temos tido adiamentos à espera de dias melhores”, acrescentou.

João Lima reforçou que foi uma parte do Alvão que ardeu, entre Vila Real e Mondim de Basto, e realçou que “há muito mais para ver”, como, por exemplo, a zona das Fisgas de Ermelo que não foi atingida.

Ramiro Martins é de Sacavém mas está de férias em Mondim de Basto com a mulher e os cunhados. Só esta quarta-feira, depois de ouvirem a notícia de que o incêndio estava dominado, é que subiram ao Alvão para irem ver as Fisgas de Ermelo, umas quedas de água no rio Olo que são uma das principais atrações turísticas do PNA.

“Não se vê nada ardido até lá e depois, mesmo da encosta de lá, também não se vê nada, só algum fumo do lado de lá. Visto na televisão assusta mais do que no local, os planos da televisão são muito centrados no fenómeno e depois à volta há coisas que não arderam. A área ardida pode ser grande, mas aqui não representava qualquer perigo”, contou à Lusa.

Carla Costa, da empresa PorTrilhos, disse que os incêndios acabam sempre por afetar a atividade de quem trabalha ligado ao turismo de natureza, obrigando, muitas vezes, a reformular e a reorganizar os programas porque o “território é muito rico e permite dar ouras alternativas”.

“Tivemos que readaptar, se não podemos ir para uns sítios, temos que ir para outros, é logo a primeira coisa que temos que fazer”, referiu, acrescentando que também o estado de alerta decretado pelo Governo restringe muitas atividades ligadas à natureza.

As notícias sobre o fogo acabam por prejudicar os alojamentos, com visitantes a cancelar reservas, e a animação turística, considerou.

Mas, apesar do incêndio, Carla Costa afirmou que ainda “há muito Alvão para descobrir”.

“Foi uma pequena parte na entrada e não afetou algumas das partes mais bonitas que nós temos e o bom da natureza é que, realmente, quando vieram as chuvas isto acaba por novamente voltar a florescer”, salientou.

A PorTrilhos explora o potencial que há em Mondim e leva os visitantes à descoberta desta região de transição entre Trás-os-Montes e o Minho.

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