Estação Manuel Leão em Gaia aberta há oito meses após Proteção Civil ter chumbado segurança duas vezes

Estação Manuel Leão em Gaia aberta há oito meses após Proteção Civil ter chumbado segurança duas vezes
Foto: Fundação Manuel Leão
| Porto
Porto Canal

O projeto de segurança contra incêndios da estação de metro de Manuel Leão, em Vila Nova de Gaia, foi reprovado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) duas vezes, avança o Público esta quarta-feira. Ainda assim, a estação que faz parte da extensão da Linha Amarela do Metro do Porto foi inaugurada e está aberta há oito meses.

 
 
 
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A partir de junho do ano passado, os metros na Linha Amarela passaram a chegar mais longe, até Vila d’Este (antes as viagens terminavam em Santo Ovídio). Foram construídas três novas estações, entre elas a de Manuel Leão, a única subterrânea e onde foi inaugurada a extensão da linha.

Há oito meses em funcionamento, sabe-se agora que o projeto de segurança contra incêndios foi reprovado duas vezes pela Proteção Civil, uma delas já depois da linha ser aberta aos passageiros.

Segundo o jornal Público, que avança a notícia esta quarta-feira, o primeiro projeto de segurança foi chumbado pela ANEPC a julho de 2023, ainda durante a construção. Em dezembro daquele ano, a Metro do Porto apresentou uma nova proposta, que acabou rejeitada em agosto, um mês depois da linha ser inaugurada.

O chumbo da ANEPC baseou-se em falhas no cálculo do número máximo de pessoas que podem estar na estação, o que afeta a evacuação em caso de emergência.

Além disso, o número de saídas e a largura das escadas não cumprem as normas de segurança. A autoridade também levantou questões sobre o acesso dos meios de socorro à estação.

Metro do Porto recorreu

Apesar das rejeições, a Metro do Porto interpôs um recurso hierárquico do qual ainda aguarda resposta. A empresa afirmou que continua a trabalhar para resolver as questões indicadas pela ANEPC.

Embora o projeto de segurança tenha sido rejeitado, a estação de Manuel Leão continua a operar, já que a Proteção Civil declarou que não é responsável pelo licenciamento do funcionamento daquela infraestrutura.

Também ao Público, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) explicou que a Metro do Porto tem a responsabilidade de garantir que o sistema de segurança da estação esteja em conformidade com os requisitos legais, com o apoio técnico da autoridade, após um protocolo assinado em 2019. Isso justifica a abertura da estação sem qualquer impedimento.

Estes protocolos são comuns entre o IMT e as diversas entidades que exploram os transportes, uma vez que não existe um regime legal específico para o regulamento dos sistemas de transporte ferroviário metropolitanos.

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