Assistentes de escolas em Gondomar cumpriram cinco dias de greve para exigir a contratação de mais trabalhadores

Assistentes de escolas em Gondomar cumpriram cinco dias de greve para exigir a contratação de mais trabalhadores
CM Gondomar
| Norte
Porto Canal / Agências

Os assistentes operacionais do Agrupamento das Escolas de Santa Bárbara, em Gondomar, cumpriram esta sexta-feira o último de cinco dias de greve parcial para exigir a contratação de mais trabalhadores, registando-se uma adesão de 40%, segundo o sindicato.

Desde segunda-feira que estes trabalhadores não docentes estão em greve durante o período de almoço, entre as 11:30 e as 14:00 horas, para alertar para a necessidade urgente de contratar mais assistentes operacionais para o agrupamento que, neste momento, tem nove trabalhadores de baixa, avançou à Lusa o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN).

No primeiro dia, e de acordo com o balanço feito pelo STFPSN, cerca de 90% dos trabalhadores não docentes da sede do agrupamento aderiram à paralisação. Contudo, o protesto perdeu expressão na terça e na quarta-feira, com apenas 40% dos trabalhadores da sede a aderirem à greve parcial.

Na quinta-feira, voltou a registar-se uma adesão superior aos 90%, com os trabalhadores a concentrarem-se na sede do agrupamento para exigir a admissão de mais oito assistentes operacionais, dois para sede e mais seis para as EB1.

Já esta sexta-feira, no último de greve, a adesão ficou-se pelos 40%.

Lurdes Ribeiro, dirigente do STFPSN, refere que a ausência de assistentes operacionais para substituírem os que estão a faltar por doença prolongada levou a uma sobrecarga dos trabalhadores que se encontram ao serviço, que estão a trabalhar para além dos seus horários e até além das suas “forças físicas e psicológicas”.

Estas dificuldades, acrescenta, têm reflexo na saúde dos trabalhadores, mas também no ambiente escolar.

Apesar da falta de assistentes operacionais ser um problema generalizado no Agrupamento das Escolas de Santa Bárbara, em Fânzeres, é na sede onde o problema, garante Lurdes Ribeiro, tem mais expressão, uma vez que, referiu, tem sido opção desviar recursos da sede para suprir a ausência estes trabalhadores nos estabelecimentos de ensino básico, onde a sua presença é considerada mais necessária.

Esta semana, adianta, foram colocados trabalhadores temporários, contudo defende ser necessária uma solução mais definitiva, uma preocupação que havia já sido transmitida à Câmara de Municipal de Gondomar em janeiro.

Questionada, a autarquia disse estar a acompanhar de perto a situação, tendo realizado uma reunião em 29 de janeiro com o STFPSN, onde foram transmitidas as informações acerca das diligências em curso.

Em resposta à Lusa, o município esclarece estar a cumprir o rácio de pessoal não docente determinado pela legislação em vigor, ultrapassando até “os valores definidos em termos de colocação de Assistentes Operacionais no Agrupamento de Escolas de Santa Bárbara, de forma a suprir ausências prolongadas por baixas médicas”.

Acrescenta que, para lá da colocação de colaboradores ao abrigo dos projetos CEI (Contrato Emprego-Inserção) e CEI+, “encontra-se em fase de conclusão um procedimento concursal para provimento de Assistentes Operacionais para os estabelecimentos de ensino do concelho”.

À Lusa, o sindicato disse esperar que o problema possa ficar resolvido em breve com a conclusão do procedimento concursal, contudo, adianta que estão a ser preparadas novas formas de luta, nomeadamente no Agrupamento de Escolas Rio Tinto Nº2, onde a falta de assistentes operacionais é também um problema.

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