Instalação do supercomputador Deucalion em Guimarães atrasado devido a "imponderáveis"

Instalação do supercomputador Deucalion em Guimarães atrasado devido a "imponderáveis"
| Norte
Porto Canal / Agências

A instalação do supercomputador Deucalion, em Guimarães, previsto estar operacional no início de 2022, encontra-se ainda em fase de testes até julho deste ano, explicou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, justificando o atraso com “imponderáveis”.

Em resposta enviada à agência Lusa, o ministério diz que o supercomputador, um dos quatro centros operacionais de computação avançada em Portugal coordenados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), vai ser instalado “num edifício da Universidade do Minho, no Campus de Azurém, em Guimarães”, e terá a capacidade de executar 10 milhões de biliões de cálculos por segundo.

“A fase de testes deste equipamento pelo fornecedor terminará no final de julho de 2023, ficando então disponível para a comunidade científica nacional. O atraso na instalação do Deucalion, face às previsões iniciais, deveu-se a alguns imponderáveis que surgiram no decurso desta fase inicial do projeto”, justifica a tutela.

Inicialmente, o Deucalion, um investimento de 20 milhões de euros e que deverá funcionar principalmente com recurso a energias renováveis, era para ficar no Minho Advanced Computing Centre (MACC), em Guimarães, distrito de Braga.

“O ‘data center’ inicialmente previsto para acolher o computador não ficou disponível a tempo de se implementar o projeto, levando à necessidade de determinar um novo edifício para acolher o Deucalion e à execução de obras necessárias para a sua adaptação, que requereram a realização de um concurso público para adjudicação, pelo que foram estes os fatores que mais contribuíram para o atraso”, explica o ministério liderado por Elvira Fortunato.

Além disso, refere o ministério, houve “atrasos no fornecimento de equipamento, resultantes das perturbações das cadeias de fornecimento que atualmente se verificam”, acrescentando que “todo este processo foi acompanhado e desenvolvido em estreita articulação com os responsáveis do consórcio europeu EuroHPC [European High-Performance Computing Joint Undertaking]”.

“O investimento na instalação do Deucalion é de 20 milhões, em que 35% do financiamento provém da União Europeia e os restantes 65% do orçamento da FCT [Fundação para a Ciência e Tecnologia], sendo que a última parcela do investimento será transferida apenas após o início de atividade o equipamento”, lê-se ainda na resposta enviada à Lusa.

Em comunicado divulgado em fevereiro de 2021, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior dava conta de que o contrato de aquisição para o novo supercomputador ‘petascale’ EuroHPC foi assinado entre a European High-Performance Computing Joint Undertaking (EuroHPC JU), a FCT e a Fujitsu, empresa fornecedora da tecnologia.

Este sistema HPC, denominado Deucalion, é um supercomputador capaz de executar “10 milhões de biliões de cálculos por segundo”.

“A máquina usará a tecnologia ARM, que se trata do Fujitsu A64FX CPU, usado pelo Fugaku, o supercomputador mais rápido do mundo atualmente”, lia-se na nota, sublinhando que “o Deucalion permitirá o desenvolvimento de um contexto único e inovador para aplicar os princípios europeus e mundiais da computação verde”.

Fonte do ministério referiu, nessa ocasião, à Lusa que o primeiro supercomputador entrou em funcionamento em Portugal em 2019 e denomina-se BOB.

Citado no comunicado, o então ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmava tratar-se “da concretização de um objetivo importante durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia”.

Manuel Heitor dizia que era “um passo em frente para envolver todas as regiões na ampla rede europeia de supercomputação”, permitindo que “as infraestruturas digitais promovam novas fronteiras de conhecimento em várias disciplinas e em direção a um futuro melhor e mais verde”.

A então presidente da FCT, Helena Pereira, afirmou, por seu lado, que “este novo supercomputador integrará aplicações em diversos domínios, incluindo inteligência artificial, medicina personalizada, criação de medicamentos e materiais, bioengenharia, observação da Terra e combate às alterações climáticas, cidades, territórios e mobilidade”.

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