Consumo de droga no Porto. Rui Moreira pede nova legislação para o consumo

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Porto Canal

O Presidente da Câmara Municipal do Porto quer ver alterada a lei para o consumo de droga em determinadas zonas da via pública. Perante os cenários que vivenciou na manhã desta segunda-feira, o autarca da cidade Invicta entende que só com uma mudança da lei e um agravamento das penas para o tráfico se pode conter o problema que afeta várias áreas da cidade.

Numa visita ao liceu francês, no Porto, Rui Moreira tomou conhecimento da realidade que funcionários vivem diariamente. “Todas as manhãs, andamos com todo o cuidado, a recolher material com sangue que é atirado para o interior da escola”, contou um funcionário do liceu a Rui Moreira.

"A mesma coisa se passa nas Condominhas. Lá, a população preparava-se, inclusivamente, para tomar medidas. Não queremos vingadores na cidade. Se acham que está tudo bem, que tenham coragem de vir cá dizer às pessoas que está. Não está. Não posso conformar-me com aquela situação", assegurou o autarca em declarações aos jornalistas.

“A criminalização não tem como objetivo castigar ninguém. Não há ninguém que esteja mais castigado do que um toxicodependente que está ali. Ninguém é mais castigado do que ele. A criminalização é para proteger uns dos outros”.

Esta segunda-feira, Rui Moreira desafiou o Parlamento a “encontrar soluções melhores do que a minha”, atirando que “é preciso ter uma lata muito descarada para conseguir dizer que é um sucesso. Aqui não é. É muito fácil dizer não criminalizem, mas, então, que haja, da parte do Estado, uma resposta efetiva”. No entanto, o autarca continua a criticar o Governo pela falta de ação. “Mas alguém vê o Estado tomar conta destas pessoas”, questionou Rui Moreira.
“É muito fácil estar no Parlamento e não compreender qual é o drama que aquelas pessoas vivem”, disse Rui Moreira.

Dessa forma, o autarca salientou que em Portugal falta uma retaguarda legal que proteja tanto as autoridades como quem é dependente. Rui Moreira destacou ainda que a descriminalização do consumo de estupefacientes não foi acompanhada de medidas sanitárias, sociais ou securitárias. 

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