Fim do “Modo Avião”. União Europeia vai permitir chamadas e acesso à internet durante os voos

Fim do “Modo Avião”. União Europeia vai permitir chamadas e acesso à internet durante os voos
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Porto Canal

Os passageiros das companhias aéreas a voar em céus europeus poderão, em breve, dar uso total aos seus telemóveis durante o período de voo.

De acordo com informações avançadas pela BBC na passada sexta-feira, a Comissão Europeia determinou que as empresas de aviação poderão fornecer tecnologia 5G a bordo de aviões, bem como dados móveis, ainda que consideravelmente mais lentos.

Não sendo ainda clara a forma como tal medida será implementada, esta decisão poderá representar um marco histórico na forma de viajar. Os passageiros não precisarão mais de colocar os seus dispositivos em “Modo Avião”, passando assim a estar disponíveis todos os recursos de um telemóvel durante o voo.

O Comissário da UE para o Mercado Interno, Thierry Breton, afirmou, em declarações à emissora britânica, que o plano "permitirá serviços inovadores para as pessoas" e ajudará as empresas europeias a crescer.

"O céu não é mais um limite quando se trata de possibilidades oferecidas pela conectividade super-rápida e de alta capacidade", acrescentou o governante que no passado esteve à frente da maior empresa de telecomunicações francesa.

Uma ambição com mais de 14 anos

Desde 2008 que a União Europeia reservou certas faixas de frequência para aeronaves, permitindo assim, em algumas situações, a oferta de acesso à Internet no ar. No entanto, esse serviço caracteriza-se por ser consideravelmente lento, em grande parte devido à necessidade de conectar as pessoas, via satélite, entre o avião e o solo.

A tecnologia 5G permitirá ao novo sistema tirar partido de velocidades de download muito mais rápidas, podendo mesmo ultrapassar os 100Mbps.

O “medo” que levou à imposição do “Modo Avião”

Segundo Dai Whittingham, Chefe-Executivo do Comité de Segurança de Voo do Reino Unido, o “Modo Avião” foi, desde o início dos voos comerciais, muito importante, maioritariamente pela falta de conhecimento sobre como os dispositivos móveis afetariam as aeronaves.

“Havia a preocupação que eles (telemóveis) pudessem interferir nos sistemas automáticos de controlo de voo”, confessa Whittingham. "O que foi descoberto com a experiência é que o risco de interferência é muito pequeno. A recomendação sempre foi que, uma vez em voo, os dispositivos devem estar no modo avião", acrescenta.

Uma medida que não será seguida pelos Estados Unidos da América

Do outro lado do Atlântico têm subido de tom as preocupações relativamente às frequências 5G, nomeadamente a possibilidade de interferirem nos controlos dos voos ou que possam até mesmo levar a medições incorretas de altitude.

Dai Whittingham considera que esse não é um problema no Reino Unido e União Europeia, defendendo que “Há muito menos perspetiva de interferência”, uma vez que “temos um conjunto diferente de frequências para 5G e há configurações de energia mais baixas do que as permitidas nos EUA”.

"O público que viaja quer 5G. Os reguladores abrirão essa possibilidade mas tomarão medidas para garantir que tudo o que fizerem seja seguro."

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