Aprovada proposta para atribuir nome de Ana Luísa Amaral a rua do Porto

Aprovada proposta para atribuir nome de Ana Luísa Amaral a rua do Porto
| Porto
Porto Canal / Agências

O executivo da Câmara do Porto aprovou, esta terça-feira, com a abstenção do PSD, uma proposta do BE para que a Comissão Municipal de Toponímia homenageie a poetisa Ana Luísa Amaral, atribuindo o seu nome a uma rua da cidade.

A proposta, apresentada pelo BE, foi hoje aprovada na reunião privada do executivo com os votos favoráveis dos vereadores do movimento independente de Rui Moreira, do PS, do BE e da CDU, e com a abstenção do PSD.

Com a recomendação, o partido pretende mandatar a Comissão Municipal de Toponímia a analisar o documento, homenageando Ana Luísa Amaral com a atribuição do seu nome a uma rua da cidade do Porto.

Ana Luísa Amaral foi investigadora, professora, ensaísta, ficcionista, tradutora e, transversal a tudo isto, poeta.

Fez um doutoramento na poesia de Emily Dickinson, especializou-se em Poéticas Comparadas, Estudos Feministas, Estudos Queer.

Recebeu os maiores prémios, nacionais e internacionais, do Prémio Vergílio Ferreira ao Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, do Correntes d'Escritas, ao Prémio Internazionale Fondazione Roma: Ritratti di Poesia, tendo sido ainda distinguida, no ano passado, com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana.

A sua obra encontra-se traduzida e publicada em mais de uma dezena de línguas e países.

Paralelamente, o BE quer quer a comissão elabore um estudo sobre a diversidade de género da toponímia da cidade que permita "deliberar sobre a introdução de medidas de discriminação positiva", tendo em conta a igualdade de género na atribuição da toponímia da cidade.

Em declarações à agência Lusa, a vereadora do BE, Maria Manuel Rola, afirmou hoje que o objetivo é que a "cidade não tenha topónimos maioritariamente masculinos e passe a incluir de forma mais considerável nomes de mulheres e pessoas transexuais", refletindo "uma maior igualdade".

Em março, a atribuição do nome da transexual brasileira brutalmente assassinada no Porto em 2006, Gisberta, para uma rua na cidade gerou divergências no entendimento do regulamento da Comissão de Toponímia, que admitiu ser preciso rever os critérios.

Depois de já ter sido recusado em várias outras ocasiões, o nome de Gisberta Salce Júnior acabou por entrar para a bolsa da Comissão de Toponímia, numa reunião de grande debate.

Membro da comissão, o ex-deputado municipal da CDU Artur Ribeiro contou então à Lusa que "houve até uma pessoa que até se demitiu por causa disso”.

Dias antes, o jornal Público adiantava que Germano Silva tinha abandonado a comissão alegando motivos pessoais. O historiador defendia que esta aprovação era contra o regulamento.

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