Portugal lidera ranking europeu contra uso de sacos de plástico leve

Portugal lidera ranking europeu contra uso de sacos de plástico leve
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De acordo com dados recolhidos, desde 2018, os portugueses são os que menos consomem sacos de plástico leve, fornecidos nas superfícies comerciais.

São já várias as diretivas europeias, no sentido de reduzir o uso de plástico. Neste sentido, são também cada vez mais os países a incentivar e, até mesmo, a implementar medidas e legislação para reduzir a poluição de plásticos e microplásticos.

A mais recente foi a implementação da taxa sobre os sacos de plástico leves, disponibilizados nas superfícies comerciais.

Curiosamente, e de acordo com dados divulgados pelo Eurostat, os países bálticos e nórdicos têm o maior consumo deste tipo de plástico, sendo que a Letónia e Lituânia lideram a lista de países europeus.

Contrariamente, Portugal é o país com menor utilização de sacos de plástico leves, seguindo-se a Bélgica e a Polónia.

O consumo deste tipo de plástico só começou a ser documentado a partir de 2018, não sendo ainda possível observar qualquer tendência. O facto é que, em comparação com os dados disponíveis de 2022, a maioria dos países europeus reduziu o uso deste tipo de sacos.

 

Plásticos de uso único: Portugal é o país europeu mais avançado na implementação de medidas

Já no que diz respeito a plásticos de uso único, Portugal lidera, mais uma vez, o ranking dos países da União Europeia que implementaram corretamente a diretiva sobre este tipo de plástico, diz o relatório da Rethink Plastic Alliance.

No documento, divulgado pela aliança de organizações não-governamentais europeias, Portugal, Chipre, Dinamarca, Irlanda, Franca, Grécia, Letónia, Luxemburgo e Suécia são os países mais avançados na diretiva sobre o uso deste tipo de plásticos, cujo objetivo é serem reduzidos em 80%, até ao final de 2026.

Em comunicado, a associação ambientalista Zero destaca a posição de Portugal, face aos restantes países da União Europeia, lembrando que propôs medidas bastante ambiciosas, por exemplo, em termos de redução de copos de bebidas e embalagens de plástico para ´take away´ (redução de 80% até final de 2026 e de 90% até 2030, tendo por referência os valores de 2022).

Ainda assim, a associação nota que partes da diretiva ainda não foram transpostas e que “o grande desafio para Portugal passa pela implementação”.

Lembra ainda que Portugal tem prevista, desde 2018, a entrada em funcionamento de um sistema de depósito com retorno, para embalagens de uso único de bebidas de plástico, vidro e metal, em janeiro de 2022 e acusa o anterior e atual Governo de “incapacidade política para implementar um sistema fundamental para o cumprimento de algumas das obrigações da diretiva” europeia.

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