“Aqui trabalhamos sempre no limite das nossas capacidades com toda a dedicação e ambição do mundo”

“Aqui trabalhamos sempre no limite das nossas capacidades com toda a dedicação e ambição do mundo”
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Porto Canal com fcporto.pt

Sérgio Conceição salientou a capacidade de a equipa se manter focada e em busca do golo durante mais de 90 minutos contra o Marítimo (5-1)

O FC Porto começou a edição 2022/23 do Campeonato da mesma maneira que havia terminado a campanha anterior: a ganhar. Na ronda inaugural das 34 que o calendário prevê, os detentores do título golearam o Marítimo (5-1) e somaram os primeiros três pontos da nova época. No final do seu 299.º encontro no principal escalão, Sérgio Conceição prometeu apresentar sempre um conjunto pronto “para lutar e superar todas as dificuldades” apesar de se sentir “receoso” devido à postura “infeliz” da terceira equipa que “só cria ainda mais nervosismo”.

Um protagonista inusitado
“O Marítimo entrou desinibido, a querer demonstrar que vinha para discutir o resultado. É uma atitude positiva, mas penso que com o tempo fomos criando e sendo a equipa que nos habituou a uma pressão muito forte, alta, que não deixa o adversário fazer o que gosta. A partir desse momento surgiu o golo, criámos mais situações, sempre com uma equipa agressiva a tentar sair com perigo para o ataque. Aqui ou acolá, em termos de equilíbrio na posse não foi o melhor, mas construímos um resultado natural para uma equipa que olha para este campeonato para defender o título e percebendo que terá muitas dificuldades. Estamos aqui para lutar e superar todas as dificuldades. Estou algo receoso por tudo o que sinto. Sou um treinador que gesticula, que fala muito com a equipa para dentro de campo e vive o jogo com paixão. Na semana passada não dirigi a palavra ao Manuel Mota, hoje foi exatamente o mesmo. Tenho a certeza de aquela situação do Tagueau era expulsão por segundo amarelo, mas pelos vistos esta é melhor a forma de não se falar tanto nos erros. O árbitro vem com uma atitude fora daquela que devia ser a dele, de diálogo, vem para mostrar cartões, para expulsar gente do banco e em vez de acalmar só cria ainda mais nervosismo. Não há necessidade disso. Fomos infelizes com as equipas de arbitragem nestes jogos oficiais, mas estamos aqui para sermos mais fortes do que o adversário dentro do retângulo. Que em maio ganhe quem teve uma equipa técnica mais capaz e jogadores mais capazes.”

Princípios inegociáveis
“Aqui trabalhamos sempre no limite das nossas capacidades com toda a dedicação e ambição do mundo. É respeitar o adversário querer ainda mais aos 90 minutos. Nunca baixamos a guarda, estamos sempre desconfiados apesar de o resultado ser confortável, mantivemo-nos fiéis ao que somos e aos princípios que temos. Se somos uma equipa pressionante temos de continuar a ser até ao jogo acabar. A exigência aqui é diária, no treino, e o jogo é só um reflexo do que se passa durante a semana.”

A evolução do jogo
“Somos fiéis aos nossos princípios. Em termos estratégicos podemos ter uma ou outra nuance no jogo e perceber os diferentes momentos, mas depende do contexto. Não vamos abdicar da nossa base. Há cinco anos que somos uma equipa com esses princípios, com modelos e estruturas diferentes, mas sempre à procura das caraterísticas que são a base do futebol, que é cada vez mais intenso, veloz e exige que os jogadores estejam preparados física e psicologicamente e temos aqui muita gente a trabalhar bem nesse sentido.”

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