Covid-19: Associações de Macau defendem subsídio universal e fim da política de casos zero

| Mundo
Porto Canal / Agências

Duas associações defenderam hoje novas medidas para atenuar a crise causada pela pandemia de covid-19, uma quer a atribuição de um subsídio universal em dinheiro, outra o fim da política de zero casos.

A associação Comercial Geral dos Chineses de Macau defendeu hoje a atribuição de um subsídio universal em dinheiro aos residentes, mas também de cartões de consumo a trabalhadores não-residentes, que têm sido afastados de qualquer apoio governamental, para combater a crise causada pela pandemia de covid-19.

"Em primeiro lugar, deve-se fornecer um subsídio monetário universal único para combater a [crise provocada pela] pandemia", indicou em comunicado a associação. A sugestão foi apresentada na quinta-feira ao Governo.

A associação aconselhou igualmente as autoridades a disponibilizarem 3.000 patacas [364 euros) num cartão de consumo eletrónico para trabalhadores não-residentes.

Já a Associação Industrial e Comercial da Zona Norte de Macau disse à Lusa que espera que o Governo abandone a política de zero casos, alertando para os graves danos das medidas restritivas na economia.

"Esperamos que o Governo não prossiga a operação da 'política zero'", disse o presidente, Raymond Wong. "E se no futuro houver novamente um surto na comunidade? A pequena empresa não pode sobreviver se voltar a fechar (...) e muitas já fecharam o negócio".

O empresário defendeu ainda que Macau deve abrir a fronteira com Hong Kong.

"Tenho negócios em Hong Kong, e não tenho podido viajar para Hong Kong há dois anos. Hong Kong faz parte da China, porque não podemos ir?", questionou, sublinhando que a população está vacinada".

Macau começou hoje a administrar a quarta dose de vacina para toda a população, com prioridade dada aos idosos e os doentes imunodeprimidos.

O território tinha registado cerca de 80 infeções de covid-19, foi atingido em junho deste ano pelo pior surto enfrentado desde o início da pandemia, que infetou 1.821 pessoas, a maioria dos casos assintomáticos, e causou a morte a seis idosos, diagnosticados com doenças crónicas.

As fortes restrições fronteiriças, confinamentos parciais e o isolamento de partes da cidade em sintonia com a política de casos zero imposta por Pequim, a crise no turismo e na indústria do jogo tiveram um grande impacto na economia, muito dependente de turistas e dos casinos.

+ notícias: Mundo

Julho foi dos meses mais quentes jamais registados no mundo

O mês passado foi um dos julhos mais quentes jamais registados no mundo, indicou, esta terça-feira, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede em Genebra.

China detecta 35 casos humanos de um novo vírus de origem animal

Um estudo científico revelou a deteção em duas províncias da China de 35 infeções em seres humanos de um novo vírus de origem animal, da família dos Henipavírus, informou esta terça-feira a imprensa estatal do país asiático.

Fornecimento de petróleo russo via Ucrânia foi interrompido

As entregas de petróleo russo a três países europeus através da Ucrânia foram interrompidas após a recusa de uma transação bancária ligada às sanções contra Moscovo, anunciou hoje a empresa russa responsável pelo transporte.