Via alternativa à VCI: Eduardo Vítor Rodrigues remete diálogo com a tutela para o final de setembro
Porto Canal
Em entrevista ao Porto Canal, o Presidente da Câmara de Gaia afirmou que a "via intermédia", que está a ser estudada juntamente com os seus homólogos do Porto e de Gondomar, para fazer face à sobrecarga de trânsito na Via de Cintura Interna (VCI), é “um cenário muito importante” e que será afinado durante o verão, no sentido de uma propositura ao governo no final de setembro.
A solução foi apresentada por Rui Moreira, no final da reunião de Executivo desta segunda-feira e pretende resolver uma dor de cabeça para milhares de automobilistas diariamente: o permanente caos que hoje passa pelas pontes da Arrábida e do Freixo e entope diariamente a VCI.
Em entrevista ao Porto, Eduardo Vitor Rodrigues, uma das faces à frente do projeto, refere que os autarcas “já estão a trabalhar nesta área há muito tempo”, dada a sua importância.
“Tivemos propostas em cima da mesa, temos propostas em cima da mesa, como por exemplo a retirada da portagem para pesados de mercadorias que circulem na CREP e que desanuviem a ponte da Arrábida e a ponte do Freixo.”
Contudo, o edil admite que este não tem sido um processo nada fácil “porque as portagens são produto de uma concessão e, portanto, há aqui negociações muito duras com privados”.
Perante este cenário, Eduardo Vitor Rodrigues refere que estão a ser trabalhadas outras alternativas, capazes de solucionar um problema latente na cidade Invicta e com repercussões nos restantes municípios.
“Afinámos uma estratégia no sentido da propositura ao Governo do fecho da Circular Intermédia. Ou seja, nós temos a possibilidade de, na zona de Avintes em Vila Nova de Gaia, da estrada D. Miguel em Gondomar e depois no fecho da ligação a Campanhã e ao Terminal de Transportes de Campanhã, podermos ter uma nova ligação que, no fundo, desanuvie o brutal trânsito existente “quer no Freixo, quer na Arrábida”.
Ainda assim, o autarca de Gaia assegura que é necessário consolidar uma proposta técnica para se poder discutir com o governo modelos de gestão e de financiamento, algo que será afinado durante o verão. “Acredito que final de setembro teremos todas as condições para um diálogo com a tutela”, defendeu Eduardo Vitor Rodrigues.
O Presidente da Câmara gaiense reconhece ainda a importância ambiental desta alternativa, uma vez que “do ponto de vista do processo de descarbonização, que aderimos no Acordo de Paris”, este não é cumprido com atual solução.
Neste sentido, Eduardo Vitor Rodrigues faz um apelo ao Governo para um trabalho estreito e conjunto com as autarquias envolvidas e deixa uma garantia: “Temos que trabalhar não para fazer autoestradas, mas para fechar anéis de acessos nas cidades que permita equilibrar o transporte público com o transporte individual”.
