NATO: Governo espanhol aprova mais mil milhões de euros para a Defesa

| Política
Porto Canal / Agências

O Governo espanhol decidiu elevar os gastos com a Defesa em mil milhões de euros, passando para cerca de 14 mil milhões, para atender "a despesas extraordinárias" relacionadas com a guerra na Ucrânia, anunciou hoje a porta-voz Isabel Rodrigues.

A decisão causou tensão dentro do Governo espanhol, entre os socialistas e os seus parceiros de esquerda radical, contrários ao aumento do orçamento para Defesa prometido pelo primeiro-ministro à NATO.

O novo envelope orçamental de mil milhões de euros para a Defesa enquadra-se no "compromisso" para com a NATO, sublinhou Isabel Rodrigues.

O primeiro-ministro espanhol prometeu, na semana passada, durante a cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), canalizar 2% do PIB para este setor até 2029.

Este valor (2% do PIB) representa uma duplicação do atual orçamento para gastos militares, que, se for aprovado, passará dos atuais 13 mil milhões de euros para 26 mil milhões.

A Espanha gasta atualmente 1% do seu PIB em Defesa, sendo o segundo país da União Europeia -- depois do Luxemburgo -- com menor percentagem da riqueza produzida dedicada aos gastos militares.

Os EUA, que fornecem a maior parte das forças da NATO, reclamam há muito tempo um maior esforço por parte dos seus aliados europeus, tendo Espanha tentado compensar os relativamente pequenos gastos com a Defesa com o envio de militares, aviões e navios para as missões da Aliança Atlântica.

A invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro, desencadeou um movimento de rearmamento em muitos países europeus.

A Alemanha, que até agora gastava 1,4% do seu PIB com a Defesa, aprovou um fundo especial de 100 mil milhões de euros para fortalecer as Forças Armadas do país.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse, na cimeira de Madrid, que 19 membros da organização se comprometeram já a cumprir a promessa de atribuir 2% do PIB aos gastos militares até 2024.

"Dois por cento é cada vez mais considerado uma etapa e não um teto", disse Stoltenberg na cimeira em que a NATO declarou a Rússia como sua principal ameaça e descreveu as crescentes ambições militares da China como um "desafio".

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