"Pedro, estás aí? Um grande, grande abraço!" De Abrunhosa a Vieira da Silva, governo divide-se na reação ao 'caso Pedro Nuno Santos'

| Política
Porto Canal

A semana ficou marcada pela turbulência política no governo. Pedro Nuno santos esteve no centro da polémica e a porta de saída do executivo foi um cenário que esteve em cima da mesa. Colegas de governo reagiram de formas distintas. 

Pedro Nuno Santos assumiu plena responsabilidade pelos erros cometidos na publicação do despacho sobre as soluções aeroportuárias para a área de Lisboa e pediu desculpa a todo o executivo. Prometeu "continuar esta caminhada" assumindo que se mantém no cargo.
O ministro das Infraestruturas e da Habitação afirmou que tudo se deveu a um "erro" seu de comunicação e de "articulação política".

O governante continuou referindo que “este trabalho com o primeiro-ministro tem anos, é uma relação profissional e de amizade que obviamente não é manchada por um momento infeliz”, reforçando que ambos querem "obviamente ultrapassar este momento, retomar o trabalho em conjunto e construir a relação de confiança e de trabalho”.

No rescaldo da polémica foram surgindo, a conta-gotas, reações (distintas) de outros membros do executivo sobre o caso que marcou a semana.
Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, emocionou-se com a continuidade de Pedro Nuno Santos no Governo.

"Andei com o coração apertado o dia todo, hoje estou duplamente feliz, deixo aqui um grande abraço ao nosso ministro Pedro Nuno Santos: Pedro, tu estás aí ouvir-nos, um grande, grande, grande abraço", disse emocionada, antes de terminar o discurso protocolar, numa cerimónia de apresentação da nova marca institucional da CIM Tâmega e Sousa.

Já Mariana Vieira da Silva, afirmou que o futuro do aeroporto de Lisboa tem de resultar de um diálogo com o PSD. A ministra da Presidência não comentou o despacho de Pedro Nuno Santos, entretanto revogado.
Certo é que Pedro Nuno Santos permaneceu no governo, apesar da muita turbulência à sua volta. Agora uma pergunta impera: Como irá responder o executivo à problemática do Aeroporto de Lisboa?

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