Banco de Inglaterra sobe taxa de juro para 1,25%, nível mais alto desde 2009

| Economia
Porto Canal com Lusa

Londres, 16 jun 2022 (Lusa) - O Banco da Inglaterra aumentou hoje a taxa de juro de referência no Reino Unido de 1% para 1,25%, o nível mais alto em 13 anos, para combater o aumento da inflação.

"Dados os contínuos sinais de fortes pressões sobre os preços [...] e o risco de que essas pressões se tornem mais persistentes, o comité votou para aumentar a taxa do banco em 0,25 pontos percentuais", indicou o banco numa nota, no final da reunião do comité de política monetária.

O banco central inglês optou assim por aumentar a taxa de referência, colocando-a nos seus níveis mais altos desde 2009, logo após a eclosão da crise financeira.

A entidade informou que seis dos nove membros do comité, incluindo o governador do banco, Andrew Bailey, apoiaram o aumento em 0,25 pontos, mas os outros três membros queriam uma subida maior para conter a inflação.

No mês passado, o Banco da Inglaterra já tinha subido a taxa de juro em 0,25 pontos percentuais, para 1%.

A medida decidida hoje segue a dos bancos centrais de outros países.

A entidade inglesa vê uma fraqueza na economia britânica e um aumento maior da inflação, possivelmente para 11% em outubro.

No entanto, o banco disse que a inflação pode cair para um pouco acima de 2% - percentual que a entidade gostaria de manter - dentro de dois anos.

Ao anunciar o aumento das taxas, a entidade indicou que espera que a economia do país sofra uma queda de 0,3% no segundo trimestre do ano.

A inflação britânica está no seu nível mais alto desde 1982, enquanto a taxa de desemprego atualmente é de 3,8%.

Na quarta-feira, a Reserva Federal norte-americana (Fed) decidiu subir a taxa de juro de referência em 75 pontos base, o terceiro aumento desde março e o maior desde 1994.

A decisão foi anunciada em comunicado após uma reunião de dois dias do comité de política monetária do banco central norte-americano e a taxa dos fundos federais fica agora entre 1,50% e 1,75%.

No mesmo dia, Banco Central Europeu (BCE) prometeu "flexibilidade" na política monetária para acalmar a tensão no mercado de dívida, após uma reunião de emergência do Conselho de Governadores.

A instituição "vai aplicar alguma flexibilidade no reinvestimento" das obrigações adquiridas no âmbito do programa de emergência lançado durante a pandemia (PEPP).

O BCE vai também "acelerar" o projeto de um novo instrumento "anti-fragmentação" para impedir uma divergência acentuada entre as taxas de juro dos países do Norte e os do Sul na zona euro.

Com estas medidas, o BCE pretende afastar a ameaça de uma nova crise das dívidas soberanas que comprometa a sua política de luta contra a inflação.

DF (EO) // JNM

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