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Alta-Comissária da ONU para os Direitos Humanos pede "libertação imediata" do PR do Burkina Faso

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Genebra, 25 jan 2022 (Lusa) - A Alta-Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, apelou hoje à "libertação imediata" do Presidente do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, deposto por um golpe militar este fim de semana.

"Pedimos aos militares que libertem imediatamente o Presidente e outros altos funcionários que tenham sido detidos", disse Ravina Shamdasani, porta-voz do gabinete de Bachelet, numa conferência de imprensa em Genebra.

Michelle Bachelet "deplora profundamente a tomada do poder pelos militares", acrescentou a porta-voz, e "apela a um rápido regresso à ordem constitucional".

A alta-comissária visitou o Burkina Faso em novembro de 2021, tendo na altura saudado a realização pacífica de eleições legislativas e presidenciais no ano anterior.

"Tendo em conta as imensas ameaças à segurança e os desafios humanitários que o país enfrenta, é mais importante do que nunca assegurar que a lei, a ordem constitucional e as obrigações do país ao abrigo do direito humanitário sejam plenamente respeitadas", sublinhou Shamdasani, acrescentando que o alto-comissariado continuará a acompanhar a situação no terreno.

Também o Presidente francês, Emmanuel Macron, condenou hoje o golpe no Burkina Faso, informando ter estado em contacto com os "líderes da região" sobre a tomada do poder pelos militares.

"Tive as primeiras discussões com os líderes da região, e terei mais nos próximos dias", disse Macron, à margem de uma viagem à região do Limousin.

"Muito claramente, como sempre, estamos ao lado da organização regional CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] na condenação deste golpe militar", acrescentou o chefe de Estado francês.

Emmanuel Macron, em declarações aos jornalistas na pequena cidade de Saint-Léonard-de-Noblat (Haute-Vienne), sublinhou que o Kaboré "foi eleito democraticamente pelo seu povo em duas ocasiões".

"Foi-me dito que a sua integridade física não está ameaçada", disse ainda.

Segundo o Presidente francês, este golpe de Estado "faz parte de uma sucessão de golpes militares extremamente preocupantes, numa altura em que a região [do Sahel] deve ter como prioridade a luta contra o terrorismo islâmico".

As organizações internacionais, nomeadamente a União Europeia, União Africana e CEDEAO, bem como os EUA, já sublinharam a sua preocupação com os acontecimentos no Burkina Faso e responsabilizaram as forças armadas pela integridade física do Presidente Kaboré.

Esta segunda-feira, uma dezena e meia de militares anunciaram na televisão nacional do país que punham "fim ao poder" de Kaboré, Presidente desde 2015 e reeleito para um segundo mandato de cinco anos em 2020.

A televisão estatal publicou esta segunda-feira uma carta manuscrita assinada por Kaboré, na qual o chefe de Estado disse "apresentar a sua demissão", "no melhor interesse da nação, na sequência dos acontecimentos que aí tiveram lugar" desde domingo.

O golpe de Estado culminou três dias de manifestações e de motins contra Kaboré em vários quartéis do país.

O poder está agora nas mãos do Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração (MPSR) e do seu homem forte, o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, comandante da 3.ª região militar, que cobre a zona oriental, uma das mais afetadas pelos ataques terroristas.

O Presidente Kaboré, reeleito em 2020 com a promessa de lutar contra os terroristas, tem vindo a ser cada vez mais contestado por uma população atormentada pela violência de vários grupos extremistas islâmicos e pela incapacidade das forças armadas do país responderem ao problema da insegurança.

Os ataques ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico têm vindo a aumentar sucessivamente desde a chegada ao poder de Kaboré , reclamando já milhares de vidas e forçando a deslocação de um número estimado pelas Nações Unidas de 1,5 milhões de pessoas.

Também os militares vêm a sofrer baixas desde que a violência extremista começou em 2016. Em dezembro último, mais de 50 elementos das forças de segurança foram mortos na região do Sahel e nove soldados foram mortos na região centro-norte em novembro.

APL // VM

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