Info

Chefe da diplomacia da UE e MNE russo admitem possibilidade de acordo

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Brest, França, 14 jan 2022 (Lusa) -- O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, considerou hoje que o ambiente das negociações sobre o nuclear iraniano está "melhor" depois do Natal, e que será "possível" alcançar um acordo em Viena.

"O ambiente é melhor depois do Natal. Antes do Natal, estava muito pessimista. Hoje penso que existe uma possibilidade de chegar a um acordo", declarou Borrell no final de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados-membros da União Europeia.

Josep Borrel admitiu um possível "resultado final" nas próximas semanas e exprimiu a "esperança que seja possível refazer o acordo e fazê-lo funcionar como ele funcionava antes da retirada americana".

Em Moscovo, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, também se manifestou "otimista" sobre as negociações internacionais destinadas a preservar o acordo de 2015 sobre o nuclear iraniano, ao assinalar "progressos" neste dossier.

"Tenho uma posição otimista, existem verdadeiros progressos e um verdadeiro desejo, entre o Irão e os Estados Unidos, de compreender as inquietações concretas", declarou o chefe da diplomacia russa.

O ministro russo considerou que os negociadores presentes em Viena "têm muita experiência e conhecem os mais pequenos detalhes" dos assuntos em discussão. "Toco na madeira. Pensamos que vão chegar a acordo", indicou.

Após um início difícil, o Irão felicitou-se na segunda-feira pelos "bons progressos" obtidos em pontos decisivos, e saudou os "esforços de todas as partes".

As atuais conversações de Viena destinam-se a recuperar o acordo de 2015, designado Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, assinado então entre Teerão e os Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e ainda Alemanha), que garantia ao Irão uma suavização das sanções ocidentais em troca de um controlo estrito do seu programa nuclear, sob supervisão de inspetores da agência das Nações Unidas.

Em represália pela retirada unilateral dos Estados Unidos do JCPOA, em 2018, e pela nova imposição de severas sanções pela administração do então Presidente Donald Trump, o Irão abandonou a maioria dos seus compromissos.

Teerão iniciou o enriquecimento de urânio até um grau de pureza de 60%, aproximando-se do nível de 90% que lhe pode garantir o fabrico da arma atómica.

De acordo com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o armazenamento de urânio tem aumentado diariamente e muito para além do limite acordado em 2015.

Após a sua eleição, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que sucedeu a Trump, afirmou pretender o regresso de Washington ao acordo.

PCR // PDF

Lusa/Fim

+ notícias: Mundo

Cientistas descobrem anticorpos que podem neutralizar as variantes da Covid-19

Uma equipa internacional de cientistas descobriu anticorpos que podem neutralizar as variantes da Covid-19, incluindo esta última variante Ómicron, um estudo que foi desenvolvido por cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA

Covid-19: OMS recomenda reforço com vacina da Pfizer em menores de 12 anos

Copenhaga, 21 jan 2022 (Lusa)- O comité de peritos assessor da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou hoje que seja alargada a administração de uma dose reduzida da vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19 a crianças dos 5 aos 11 anos.

Nuclear: Irão negoceia com Rússia extensão de central em Bushehr

Teerão, 21 jan 2022 (Lusa) -- O Irão está a negociar com a Rússia a construção de duas novas unidades de produção na única central nuclear do país, anunciou hoje um funcionário da Organização de Energia Atómica (AEIO) do país.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.