Chumbo condiciona recuperação da Madeira e afeta investimentos - PS

| Política
Porto Canal com Lusa

Funchal, Madeira, 27 out 2021 (Lusa) - O PS/Madeira afirmou hoje que o chumbo do Orçamento do Estado para 2022 "condiciona a recuperação" e prejudica de forma "grave" a região, afetando os investimentos e apoios do Estado previstos, como é o caso do novo hospital.

"Esta crise política prejudica a Região Autónoma da Madeira de forma grave, colocando em causa os investimentos e apoios do Estado importantíssimos para o nosso desenvolvimento, como o do novo hospital", lê-se num comunicado assinado pelo presidente dos socialistas madeirenses, Paulo Cafôfo, enviado às redações.

No documento intitulado "Chumbo do Orçamento condiciona a recuperação da Madeira", o responsável do PS/Madeira salienta que a proposta de OE/2022 apresentado pelo Governo da República, liderado por António Costa, apresentava "um conjunto de medidas estruturantes para fazer avançar o país e a região" num período crítico e de vivência condicionado pela crise sanitária e económica.

"Fica claro que a não aprovação do OE por parte dos partidos que se fazem representar na Assembleia da República se deve a meros interesses político-partidários, ao invés de assegurar a estabilidade governativa para Portugal num período tão difícil das nossas vidas coletivas", é referido no comunicado.

O líder do PS/Madeira argumenta que este chumbo do OE coloca o cenário de eleições antecipadas, vincando que o futuro do país "não pode ficar suspenso em duodécimos num momento como este".

Também critica a "irresponsabilidade pelo chumbo do OE de 2022" numa altura em que "se vislumbram desafios exigentes, aos quais é preciso dar resposta no curto prazo no contexto regional, nacional e europeu".

Paulo Cafôfo "condena" ainda a postura do presidente do Governo da Madeira e do PSD regional, Miguel Albuquerque, neste processo, opinando que foi "ziguezagueando em busca de palco político sem atender aos interesses do povo madeirense".

No documento, enfatiza que o líder social-democrata madeirense "afirmou de forma contundente o voto contra dos três deputados" do partido na Assembleia da República e admitiu ser favorável a "uma crise política".

Albuquerque afirmou que "a queda do governo era a melhor coisa que podia acontecer ao país", lembra.

Ainda opina que o chefe do executivo insular "mudou subitamente de opinião abrindo a porta à viabilização do Orçamento, dizendo-se disponível e a aguardar um telefonema".

"Mas, como ninguém lhe ligou, o presidente do Governo Regional volta à postura inicial num conjunto de declarações públicas desajustadas e que não enobrecem o cargo para o qual foi eleito", conclui o presidente do PS/Madeira.

O parlamento 'chumbou' hoje a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) com os votos contra do PSD, BE, PCP, CDS-PP, PEV, Chega e IL.

Na votação na generalidade, no plenário da Assembleia da República, o PS foi o único partido a votar a favor da proposta orçamental, que mereceu as abstenções do PAN e das duas deputadas não-inscritas, Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues.

Mo total, 108 deputados votaram a favor, cinco abstiveram-se e 117 votaram contra.

"O resultado foi a rejeição desta proposta do Governo", afirmou o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, no final da votação.

AMB (ACL/FM) // MCL

Lusa/fim

+ notícias: Política

Rangel diz que caso de Sérgio Figueiredo é mais um "tique de absolutismo" do PS. Bloco de Esquerda e PCP dão o tema por encerrado

O vice-presidente do PSD lamenta o silêncio do ministro das Finanças enquanto evoluía a polémica à volta da contratação de Sérgio figueiredo para o seu ministério. Paulo Rangel denuncia ainda o facto de o contrato permanecer secreto e chama a este caso o primeiro-ministro António Costa. Já Bloco de Esquerda e PCP dão o caso por encerrado, ao contrário do Chega que ainda espera explicações do gioverno. 

PSD diz que incêndios "são problema político" a que Governo não dá "resposta à altura"

O PSD considerou esta quarta-feira que os incêndios são "um problema político" ao qual António Costa e o PS "não sabem, não estão a dar, uma resposta à altura" e acusou o Governo de ser "especialista em desresponsabilizar-se".

Ministro das Finanças lamenta não poder contar com "valioso contributo" de Sérgio Figueiredo

O ministro das Finanças, Fernando Medina, lamentou hoje "não poder contar com o valioso contributo de Sérgio Figueiredo ao serviço do interesse público", após a renúncia do antigo diretor de informação da TVI ao cargo de consultor do ministro.