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Autárquicas: Mudanças em quatro câmaras de Viseu, Ruas regressa à capital de distrito

| Política
Porto Canal com Lusa

Viseu, 27 set 2021 (Lusa) -- Os concelhos de Lamego, Nelas, Oliveira de Frades e Mortágua vão mudar de cor depois das eleições de domingo, enquanto na capital do distrito de Viseu regressa o "dinossauro" social-democrata Fernando Ruas, após uma ausência de oito anos.

Francisco Lopes, que foi presidente da Câmara de Lamego durante três mandatos (entre 2005 e 2017) e encabeçou a lista da coligação do PSD/CDS-PP, regressa ao poder ao derrotar o socialista Ângelo Moura, que pretendia cumprir um segundo mandato.

Em Nelas, a coligação PSD/CDS-PP também conseguiu "roubar" a cadeira do poder ao PS. Desta forma, o vereador da oposição Joaquim Amaral sucederá a Borges da Silva, que se tinha candidatado a um terceiro mandato.

Oliveira de Frades, que era a única câmara do país liderada pelo Nós, Cidadãos!, não resistiu a estas eleições autárquicas. A lista da coligação PSD/CDS-PP, encabeçada por João Valério, saiu vencedora, com três mandatos, enquanto a que era liderada pelo atual presidente da câmara, o independente Paulo Ferreira, só obteve dois.

No concelho de Mortágua, o PS conseguiu colocar o vereador da oposição Ricardo Pardal no poder, tendo beneficiado do facto de o PSD - que liderava o concelho, com José Júlio Norte - não ter apresentado candidato.

O PSD ficou de fora na corrida autárquica de domingo, depois de José Júlio Norte, que tinha sido indicado pelo secretário-geral do partido, ter anunciado que não se iria recandidatar. O partido decidiu então apoiar o movimento independente Renovar Mortágua, que conquistou dois de cinco mandatos.

Na capital de distrito, o PS estava confiante que finalmente conseguiria a tão desejada vitória que colocaria fim a 32 anos de PSD no poder, mas João Azevedo, deputado e antigo presidente da Câmara de Mangualde, não conseguiu esse feito.

Fernando Ruas, que foi presidente da Câmara de Viseu durante 24 anos (entre 1989 e 2013), foi a solução encontrada pelo PSD após a morte de Almeida Henriques, que já tinha sido indicado como recandidato pelo partido.

Habituado a vencer por margens folgadas, o social-democrata conseguiu agora 46,68% dos votos, que se traduzem em cinco mandatos, menos um do que em 2017. O PS obteve 38,26% dos votos, ficando com quatro mandatos, ao "roubar" um ao PSD. O Chega foi a terceira força mais votada.

O atual vice-presidente da Câmara de Sátão, Alexandre Vaz (PSD), também está de regresso à cadeira da presidência, que foi sua entre 2005 e 2017.

Em Armamar, o PSD manteve a liderança, com João Paulo Fonseca, mas desta vez em coligação com o CDS-PP.

Também em Carregal do Sal não houve mudanças no partido, tendo o PS segurado a cadeira do poder (com três mandatos). No entanto, nela irá sentar-se Paulo Catalino, uma vez que o atual presidente da Câmara, Rogério Abrantes, optou por se candidatar pelo movimento Cidadãos Independentes pelo Concelho de Carregal do Sal, que obteve um mandato.

O Chega elegeu um vereador em Mangualde, concelho que repetiu a vitória do PS, com Marco Almeida. O Nós, Cidadãos! também conseguiu o mesmo feito em Vila Nova de Paiva, onde os eleitores voltaram a dar a vitória ao PS, cuja lista foi encabeçada por Paulo Marques.

Em Sernancelhe, Carlos Silva Santiago recandidatou-se a um terceiro mandato e conseguiu uma vitória inequívoca para o PSD, conquistando 81,89% dos votos e os respetivos cinco mandatos, não dando hipóteses aos adversários do PS e da CDU.

No concelho de Tondela, o presidente da Câmara, José António Jesus, segurou a vitória para o PSD, apesar de integrar a lista de autarcas que, durante este mandato, se viram envolvidos em processos judiciais. A votação, no entanto, foi renhida, com o PSD a obter 44,92% dos votos (quatro mandatos), enquanto o PS, cuja lista foi encabeçada por Francisco Coutinho, teve 43,38% dos votos (três mandatos).

Desta forma, o PS venceu as eleições autárquicas no distrito de Viseu, ficando a governar dez das 24 câmaras. O PSD conquistou sete câmaras sozinho e mais seis em coligação com o CDS-PP e o grupo de cidadãos Pela Nossa Terra manteve-se no poder em São João da Pesqueira.

AMF // SSS

Lusa/fim

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