Autárquicas: Candidatos defendem implementação de políticas de combate ao tráfico de droga

| Política
Porto Canal com Lusa

Porto, 15 set 2021 (Lusa) - Os candidatos à presidência da Câmara do Porto defenderam no debate desta noite a necessidade de se implementarem políticas para combater o tráfico de droga e, consequentemente, a insegurança associada, criticando a atual maioria, liderada por Rui Moreira.

O combate ao tráfico de droga e a segurança foram dois dos temas em destaque no debate emitido pela RTP que, na terça-feira, juntou os 11 candidatos à presidência da Câmara Municipal do Porto nas eleições autárquicas de 26 de setembro.

Questionada sobre a matéria, a candidata do PAN, Bebiana Cunha, afirmou que a implementação de sistemas de videovigilância vai "empurrar as pessoas para trás das câmaras, para o invisível".

"Atualmente temos um cenário que não é agradável para ninguém", disse Bebiana Cunha, referindo-se a bairros como Pinheiro Torres e Pasteleira, considerando serem necessárias "políticas sociais" e que a situação "não se resolve com a construção de grandes centros comerciais".

Também o candidato do BE, Sérgio Aires, disse ser fundamental "enfrentar o problema de frente" e não "tapar com a peneira".

"Esperemos que as salas de consumo existam com o modelo que defendemos e lamentamos o tempo que demorou, que ainda não está definido", referiu, salientando a necessidade de ser implementada uma "estratégia de consumo de risco" e "não apenas uma sala onde as pessoas vão consumir e depois vão embora".

Por sua vez, o candidato do Livre, Diamantino Raposinho, salientou a importância de "não se continuar a criar 'guetos'", defendendo que as zonas de concentração de problemas de toxicodependência podem ser "evitadas e mitigadas" se também a habitação pública deixar de ser entendida como habitação social.

"Não podemos continuar a achar que colocar as pessoas mais pobres num sítio que isso não vai trazer problemas", disse, salientando que, para mitigar a toxicodependência, é necessário pensar a habitação e atuar juntamente com as associações que atuam nesta matéria.

Pelo PS, Tiago Barbosa Ribeiro lamentou que o executivo tenha "abdicado do provedor do inquilino municipal", afirmando que tal papel era fundamental para se "conhecer o que se faz nos bairros, mesmo os erros".

Já o candidato do Partido Popular Monárquico (PPM), Diogo Araújo Dantas, defendeu ser necessário "fazer as coisas de forma ordenada" e passar-se "à prática", referindo-se às salas de consumo assistido.

"O Bairro do Aleixo é uma questão de hipocrisia e agora que o Aleixo desapareceu as zonas são visíveis", disse, mostrando-se também preocupado com as pessoas em situação de sem-abrigo e criticando Rui Moreira por ter "preconceito" relativamente a esta matéria.

Pelo Chega, António Fonseca destacou a necessidade de "apoiar" as pessoas em condição de sem-abrigo e criticou a "falta de resultados" de algumas associações que prestam apoio a estas pessoas, não mencionando, no entanto, quais.

Por sua vez, o candidato do Ergue-te, Bruno Rebelo, afirmou existirem "cada vez mais crimes no Porto", salientando que as "pessoas têm medo de circular pela cidade".

"É usual em plena zona central do Porto haver roubos, tentativas de violações. O Ergue-te defende o uso e porte de arma de todos os cidadãos nacionais portugueses, sem registo criminal, e com mais de 25 anos", destacou o candidato, acrescentando que "os cidadãos têm o direito de se defenderem".

São candidatos à presidência da Câmara do Porto, nas eleições de 26 de setembro, Rui Moreira (movimento independente "Rui Moreira: Aqui há Porto" - apoiado por IL, CDS, Nós, Cidadãos!, MAIS), Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Vladimiro feliz (PSD), Ilda Figueiredo (CDU), Sérgio Aires (BE), Bebiana Cunha (PAN), António Fonseca (Chega), Diogo Araújo Dantas (PPM), André Eira (Volt Portugal), Bruno Rebelo (Ergue-te) e Diamantino Raposinho (Livre).

 

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