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Termas de Chaves exigem reabertura e veem encerramento como discriminatório

Termas de Chaves exigem reabertura e veem encerramento como discriminatório
termas de chaves
| Norte
Porto Canal com Lusa

As Termas de Chaves consideram discriminatório que o setor tenha encerrado nos concelhos de risco elevado e muito elevado de covid-19 ao contrário de outras atividades como parques aquáticos, e pedem a intervenção do Governo para a reabertura.

Segundo destacou hoje à agência Lusa a administradora das Termas de Chaves, no distrito de Vila Real, Fátima Correia Pinto, o Ministério da Economia lançou na sexta-feira um despacho que permite aos parques aquáticos estarem em funcionamento nos concelhos de risco elevado e muito elevado de covid-19, defendendo algo semelhante para o setor das termas.

“As termas também representam um importante fator económico para as regiões onde estão inseridas. E estamos a falar de um serviço de saúde, não de lazer”, apontou.

Chaves passou a ser considerado concelho de risco elevado devido ao aumento de casos de covid-19 em 15 de julho e as Termas de Chaves encerraram em 17 de julho, “interrompendo os tratamentos que estavam a decorrer”, salientou Fátima Correia Pinto.

Para a responsável, neste momento há “uma discriminação total” pois a legislação obriga as termas e ‘spas’ a encerrarem nestes concelhos, mas caso estes serviços estejam inseridos em unidades hoteleiras não têm de encerrar.

Fátima Correia Pinto referiu também que, caso seja necessário realizar testes à entrada, as Termas de Chaves têm essa capacidade.

“A maior parte das pessoas que nos visitam até já têm o certificado de vacinação, porque são pessoas de idade e já estão vacinadas. Mas se for obrigatório o certificado ou testes, também estamos preparados, adquirimos testes antigénio e temos enfermeiros para os fazerem. Temos todas as condições para trabalhar”, garantiu.

A administradora sublinhou ainda que há “um desconhecimento total de quem está a decidir relativamente ao setor”, que resulta em “situações caricatas”.

“Nas Taipas, em Guimarães, também tiveram de encerrar, mas o complexo termal tem uma clínica que se encontra aberta, sendo que os procedimentos são os mesmos. Em Vidago [concelho de Chaves] o balneário termal encerrou, mas a 200 metros o Hotel Vidago Palace mantém em funcionamento os seus serviços”, explicou.

Fátima Correia Pinto lembrou também que há tratamentos prescritos por médicos de família e comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde que tiveram de ser interrompidos “sem motivo”, defendendo que não há qualquer surto ligado às termas.

“As pessoas tiveram que cancelar as suas estadias nos hotéis, embora pudessem ficar nos hotéis mas não pudessem fazer os tratamentos termais. As pessoas ficaram incomodadas porque sentem-se seguras nestes espaços, mas tiveram que suspender tratamentos de saúde enquanto muitos outros setores se mantêm”, salientou.

As Termas de Chaves tinham reaberto em 03 de maio e, segundo a administradora, estavam a “funcionar muito bem” com números semelhantes a 2019, o que estava a permitir “recuperar algum fôlego”.

O grupo parlamentar do PSD apresentou uma recomendação, em 16 de julho, ao Governo para que “permita o funcionamento e a reabertura ao público dos estabelecimentos termais, nos municípios de risco elevado e de risco muito elevado, desde que estes observem as orientações e as instruções definidas pela Direção-Geral da Saúde, incluindo o condicionamento do acesso à apresentação de certificado digital covid-19 ou teste negativo à covid-19”.

No projeto de resolução, os sociais-democratas referem que estão encerrados os estabelecimentos termais do Vimeiro, em Torres Vedras, Alcafache, no distrito de Viseu, Caldas da Saúde, em Santo Tirso, Taipas, em Guimarães, e Chaves e Balneário Pedagógico de Vidago, em Chaves.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.100.352 mortos em todo o mundo, entre mais de 190,8 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.215 pessoas e foram registados 932.540 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

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