Info

ONU revê em baixa crescimento de África para 3,6% este ano

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Nova Iorque, Nações Unidas, 11 mai 2021 (Lusa) - A Comissão Económica das Nações Unidas reviu hoje em baixa a previsão de crescimento das economias africanas, antecipando agora uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6%, menos duas décimas que em janeiro.

De acordo com a atualização do relatório sobre a Situação Económica Mundial e Perspetivas, hoje divulgado em Nova Iorque, os analistas da Organização das Nações Unidas (ONU) colocam o crescimento em 3,6% este ano e 3,7% em 2022, alertando que "a pandemia de covid-19 infligiu um duro golpe nas perspetivas do desenvolvimento sustentável em África, exacerbando o desemprego, a pobreza e a desigualdade".

O relatório, na parte que respeita a África, afirma que o rendimento per capita, ou seja, o rendimento por pessoa tendo em conta o crescimento económico do país, só deverá regressar aos níveis anteriores à pandemia em 2024 e aponta que o fortalecimento das perspetivas globais, o aumento das exportações e a subida do preço das matérias-primas são fundamentais para sustentar a recuperação das economias.

A África do Sul, com 2,8% de crescimento este ano, a Nigéria, com 1,8%, e o Egito, com 1,8%, são alguns exemplos da dificuldade que as maiores economias da região estão a enfrentar para recuperar dos efeitos da pandemia.

"A perspetiva para África é ensombrada por grandes riscos descendentes", notam os analistas, exemplificando que "o progresso nas vacinas é, de longe, o mais lento no mundo, com apenas 1,2 doses administradas por cada 100 habitantes", o que significa que, por causa do ritmo lento e das novas variantes do vírus, "as novas ondas de infeção podem desencadear novos confinamentos e limitar a recuperação esperada no curto prazo".

Sobre as finanças públicas, a ONU destaca a importância de aumentar a ajuda internacional num contexto de dívida elevada e redução das receitas, e lembra que há 17 economias em 'debt distress', ou seja, com uma dívida considerada insustentável tendo em conta o crescimento económico.

"A extensão da moratória [sobre o pagamento da dívida] até dezembro, ao abrigo da Iniciativa para a Suspensão do Serviço da Dívida está a dar algum apoio, mas é preciso mais alívio da dívida e mais financiamento concessional", concluem os analistas.

África registou mais 355 óbitos associados à covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total para 124.789 desde o início da pandemia, e mais 8.426 novas infeções, novamente superadas pelo número de recuperados, segundo os dados oficiais.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infetados nos 55 Estados-membros da organização é de 4.643.529 e o de recuperados da doença nas últimas 24 horas é de 10.202, para um total de 4.200.916 desde o início da pandemia.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.306.037 mortos no mundo, resultantes de mais de 158,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

MBA // LFS

Lusa/Fim

+ notícias: Mundo

AstraZeneca admite que tratamento com anticorpos não provou eficácia

A farmacêutica AstraZeneca admitiu hoje um retrocesso no desenvolvimento de um tratamento com anticorpos para a covid-19, uma vez que não ficou provada a sua eficácia nos ensaios clínicos em pessoas que foram expostas ao vírus.

Deputado nega influenciar Governo e admite erros de previsões sobre pandemia no Brasil

São Paulo, 22 jun 2021 (Lusa) -- O deputado Osmar Terra, apontado como membro de um suposto 'gabinete paralelo' que aconselhava o Presidente do Brasil em políticas e medicamentos sem eficácia contra a covid-19, negou influenciar o governante, admitindo que errou em previsões sobre a pandemia.

Angolana Refriango fechou acordo para liderar empresa de bebidas de Isabel dos Santos

Luanda, 22 jun 2021 (Lusa) - A Refriango, empresa de bebidas angolana, começou este mês a liderar a gestão da cervejeira nacional Sodiba, pertencente à empresária angolana Isabel dos Santos, acordo que permitirá aliviar o valor alto da dívida com os bancos, foi hoje anunciado.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.