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Marcelo concorda com Costa sobre falta de poderes da EMA nas vacinas

Marcelo concorda com Costa sobre falta de poderes da EMA nas vacinas
| Política
Porto Canal com Lusa

O Presidente da República concordou hoje com o primeiro-ministro sobre a necessidade de a Agência Europeia de Medicamento (EMA) ter mais poder para que cada estado não tenha uma posição diferente sobre vacinas contra a covid-19.

À margem da inauguração da Casa Memória Joana Luísa e Sebastião da Gama, em Azeitão, no distrito de Setúbal, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre a pandemia de covid-19 em Portugal e se o facto de o Rt (índice de transmissibilidade) estar a subir o preocupava.

"Preocupa-me aquilo que preocupa o senhor primeiro-ministro [António Costa] também, que é a entidade reguladora dos medicamentos a nível europeu não ter mais poder de tal forma que se não verifique aquilo que se verifica que é cada estado europeu ter uma posição diferente sobre as vacinas", respondeu.

Na perspetiva do Presidente da República, "se há uma entidade europeia encarregada de regular o medicamento", quando esta emite uma posição "é de supor que isso abrange todos os países que integram a União Europeia".

"Porque eu imagino a perturbação que é para os europeus, todos e também para os portugueses, terem decisões diferentes no espaço de 24 horas, uma europeia e outra nacional e várias nacionais diferentes entre si. Isso preocupa o senhor primeiro-ministro, preocupa-me a mim", disse.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro lamentou a ausência de uma posição comum europeia sobre a vacina da AstraZeneca, defendeu poderes reforçados para a Agência Europeia do Medicamento e advertiu que não se deve colocar em causa a vacinação.

No entanto, há algo que não preocupa Marcelo Rebelo de Sousa, que é o número de internados e de internados em cuidados intensivos.

"E apesar de tudo preocupa-me o número de mortos, mas é um número que está longe dos números verificados há semanas ou meses atrás", acrescentou.

Sobre a covid-19, o próximo passo de Marcelo Rebelo de Sousa é ouvir os especialistas e ouvir os partidos.

"Haverá uma reunião no Infarmed na terça-feira de manhã e durante a tarde, porventura o começo da noite de terça-feira, ouvirei todos os partidos com assento na Assembleia da República antes de enviar para o Governo o projeto de decreto, se for essa a decisão, receber o parecer do Governo e depois enviar para a Assembleia da República, se for essa a minha decisão, para poder ser debatido no dia seguinte na Assembleia da República", detalhou.

Na quarta-feira, o chefe de Estado disse esperar que o estado de emergência termine no final de abril, após uma última renovação, e dê lugar a "uma boa onda".

Questionado sobre os dados da evolução da covid-19 em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que "abril é um mês decisivo" e realçou que "há uma parte que passa pelas pessoas, o que é que as pessoas fazem, o tipo de convívio que têm, a criação ou não de condições para que o desconfinamento seja suave e progressivo", sem "sobressaltos" indesejáveis.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.917.316 mortos no mundo, resultantes de mais de 134,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.910 pessoas dos 826.928 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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