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Covid-19: Automobilistas "aplaudem" fiscalização na fronteira do Caia

| País
Porto Canal com Lusa

Elvas, Portalegre, 01 fev 2021 (Lusa) - A maioria dos automobilistas que passa pela operação de controlo e fiscalização de trânsito na fronteira do Caia, em Elvas (Portalegre), "aplaude" a ação que está a decorrer, sem grandes incidentes, desde as 00:00 de domingo.

Natural de Portalegre, mas a viver em Badajoz (Espanha), José Manuel Chapelli viaja diariamente até Portugal em negócios e foi um dos automobilistas controlados hoje pelas autoridades na fronteira do Caia.

A operação "deveria até ser mais rígida", para estancar a pandemia de covid-19, considerou à agência Lusa, sendo um dos condutores que "aplaude" este controlo de fronteiras.

No âmbito das novas medidas de contenção da pandemia provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que impõem regras para quem pretende entrar ou sair de Portugal continental, as autoridades estão a registar esta segunda-feira, face ao dia de domingo, mais volume de tráfego nesta fronteira entre o Alentejo e a Extremadura espanhola.

Também José Gonçalves, que viajou de manhã cedo desde Vila Viçosa (Évora) até à zona de Badajoz para comprar bovinos, e que foi controlado pela GNR no regresso a casa, disse à Lusa concordar com a operação, porque a situação pandémica "está um caos" em Portugal.

"Eu concordo com esta medida. Tem de haver controlo, tem de ser, porque as coisas não estão fáceis e nós temos de fazer o que podemos para ajudar", argumentou, por sua vez, à Lusa Hugo Cardoso, que viajou até Badajoz para uma consulta médica.

Se estes três portugueses tinham uma declaração para poderem transitar, o mesmo já não aconteceu com um automobilista oriundo do outro lado da fronteira.

Gabriel Rosário, natural de Badajoz, deslocava-se até Portugal para trabalhar na colheita de espargos, mas teve de voltar para trás.

"Não sabia que era preciso um documento [da empresa] para passar. Sabia que a fronteira estava encerrada, mas não sabia nada sobre isto, sobre os papéis", lamentou à Lusa.

O espanhol acrescentou ainda não ter tido conhecimento desta questão burocrática através dos órgãos de comunicação social do seu país. Assim, "perdeu" uma manhã de trabalho.

Ao longo da manhã, a Lusa constatou no local que o aumento do tráfego se deve principalmente aos veículos pesados de mercadorias, que transitam com "mais liberdade" em termos de controlo e fiscalização do que os veículos ligeiros de passageiros, que são todos fiscalizados.

O inspetor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) Bruno Rola indicou à Lusa que as recusas de entrada em Portugal naquela fronteira "são muito poucas", situando-se, até ao final da manhã de hoje, na casa dos 5%, o que equivale a cerca de 20 casos desde as 00:00 de domingo.

"A maior parte das pessoas que passa aqui e cruza a fronteira são trabalhadores transfronteiriços e não temos grandes problemas a registar", assinalou.

De acordo com o inspetor do SEF, os casos que ocorreram até esta altura em termos de recusa de entrada em território português devem-se "à falta de documentação, esquecimento, falta da declaração da entidade patronal".

E a maioria destes casos ocorreu com cidadãos de nacionalidade espanhola, que "ainda têm algum desconhecimento" sobre as medidas implementadas em Portugal, observou o inspetor do SEF.

De acordo com o comandante do Destacamento Territorial de Elvas da GNR, João Lourenço, o primeiro dia da operação [domingo] decorreu com "pouco fluxo rodoviário", situação que era "expectável" e que foi invertida esta segunda-feira.

O capitão da GNR explicou ainda que a operação está a decorrer "sem incidentes" e que os automobilistas, em geral, estão "sensíveis" em relação à reposição do controlo nas fronteiras.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.227.605 mortos resultantes de mais de 102,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 12.482 pessoas dos 720.516 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

// RRL

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