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Autarca do Porto considera "dramática" situação do setor da restauração

| Norte
Porto Canal com Lusa

O presidente da Câmara do Porto afirmou hoje que a situação no setor da restauração e similares é “completamente dramática” e que são “necessários mais apoios”, considerando que antes de março ou abril “dificilmente as circunstâncias voltam ao normal”.

“Aquilo que se passa neste setor é uma situação completamente dramática, estamos a falar de dezenas de milhares de postos de trabalho perdidos ou em vias de ser perdidos, medidas de financiamento que foram dadas a pequenas empresas que não resolvem nada, apenas adiam o problema”, afirmou Rui Moreira.

O autarca, que esteve presente na manifestação do movimento “A pão e água”, que reuniu mais de mil empresários do setor da restauração, bares, discotecas, cultura e organização de eventos e originou momentos de tensão com a PSP, afirmou que “são precisos mais apoios”.

“Depende muito de quanto tempo esta situação vai demorar, mas se nós razoavelmente fizermos a previsão que, antes de março ou abril as dificilmente as circunstancias voltam ao normal, acho que são precisos mais apoios”, referiu, defendendo que “desta vez” o apoio deve ter por base a faturação e realidade das empresas.

“Tem de ser financiamento direto às empresas, um pouco como, alias, na quinta-feira já foi anunciado pelo primeiro-ministro. Tem de ser em função daquilo que era a faturação das empresas e a realidade das empresas”, disse o independente Rui Moreira.

E acrescentou: “Quando me dizem que isto não se aplica a empresas que têm dividas à segurança social, peço desculpa estas empresas têm dividas à segurança social porque tiveram de pagar ao pessoal. Diria que aqui tem de ser empresas que em março e abril estavam em dia com a sua segurança social e impostos”.

Questionado sobre os apoios por parte da autarquia, Rui Moreira disse que a mesma já tinha anunciado a isenção de taxas e licenças até ao final do próximo ano.

“Estamos a pensar em fim de 2021 da isenção de taxas e licenças. Também tivemos durante muito tempo a isenção total de pagamento aqueles que são inquilinos municipais, neste momento, está a 50% e admitimos passar a 100% se for caso disto”, revelou.

Questionado ainda sobre o dever de recolher obrigatório, Rui Moreira não se quis pronunciar, dizendo apenas que a autarquia tentou “sempre fazer o contrário”.

“Depois das medidas tomadas, manda quem pode, obedece quem deve. Da parte da cidade, tentamos sempre fazer o contrário, alargar os horários naquilo que nos era permitido”, afirmou.

Hoje, cerca de mil empresários da restauração, bares, discotecas e similares juntaram-se na Avenida dos Aliados na manifestação "A Pão e Água" contra as novas restrições na restauração no combate à pandemia.

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 23 de novembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado e municípios vizinhos. A medida abrange 114 concelhos, número que passa a 191 a partir de segunda-feira.

Durante a semana, o recolher obrigatório tem de ser respeitado entre as 23:00 e as 05:00, enquanto nos fins de semana a circulação está limitada entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e entre as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.294.539 mortos em mais de 52,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.250 pessoas dos 204.664 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

 

 

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