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Covid-19: BE/Porto questiona suspensão de feiras da Vandoma, Pasteleira e Cerco

| Política
Porto Canal com Lusa

Porto, 04 nov 2020 (Lusa) - O Bloco de Esquerda (BE) quer saber se a Câmara do Porto vai procurar soluções para levantar a suspensão das feiras da Vandoma, da Pasteleira e do Cerco, cuja reabertura tem sido "sucessivamente adiada", divulgou hoje o partido.

Num requerimento dirigido hoje ao presidente da Assembleia Municipal do Porto, os eleitos do BE recordam que, no Porto, as feiras foram suspensas a 14 de março, tendo "algumas delas" regressado a 01 de junho, ao passo que a reabertura das feiras da Vandoma, da Pasteleira e do Cerco tem sido sucessivamente adiada.

Num despacho de 30 setembro, o presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, refere que aquelas feiras "têm especificidades próprias e grande dimensão, mantendo-se a preocupação em termos de saúde pública, em virtude não só da dimensão bem como da elevada afluência de visitantes".

O BE recorda que os mercados e feiras de levante podem realizar-se desde que autorizadas pelas autarquias e quer saber se a autarquia vai "procurar, em diálogo com as e os feirantes que operam na cidade, encontrar soluções para o levantamento da suspensão em vigor", dada a importância do setor para a economia local.

O BE sublinha que "esta suspensão coloca em situação dramática famílias inteiras que se dedicam a esta atividade e que ficaram sem rendimentos, tendo sido já o setor das feiras e mercados um dos mais afetados na primeira vaga da pandemia".

Salientam ainda que foram várias as associações de feirantes, como é o caso da Associação de Feiras e Mercados da Região do Norte que já vieram alertar "para o impacto gravoso desta situação para milhares de feirantes" e defendem que a opção da câmara "contribuir para novas desigualdades territoriais".

Os eleitos do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal do Porto recordam que à volta da cidade do Porto há uma série de feiras a ser autorizadas pelas respetivas autarquias, como é o caso de Amarante ou Paredes, reforçando que cabe à autarquia a responsabilidade da decisão.

No requerimento pergunta-se ainda se, ao abrigo das suas atribuições, vai o município, em articulação com as autoridades de saúde locais criar e garantir as condições sanitárias adequadas ao funcionamento destas feiras.

À Lusa, o gabinete de imprensa da autarquia esclareceu que a reabertura destas três feiras, prevista para o início de outubro, foi suspensa, tendo sido decretado por despacho do presidente da Câmara do Porto, de 30 de outubro, que tal decisão se ia manter em vigor durante o estado de contingência.

Tem sido, entretanto, decretado o estado de calamidade e face ao aumento do número de infetados, a decisão de suspender estas três feiras mantém inalterada, explicou o gabinete de imprensa.

Em Portugal, morreram 2.694 pessoas dos 156.940 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

VSYM // ACG

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