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Covid-19: Prevalência quadruplicou em Inglaterra, mas infeções desaceleraram

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Londres, 01 out (Lusa) - A prevalência de covid-19 em Inglaterra quadruplicou num mês e subiu mais alto no norte e em Londres, mas a infeção parece estar a desacelerar, de acordo com um estudo publicado hoje pelo ministério da Saúde britânico.  Realizado pelas universidades Imperial College London e Imperial College, o estudo concluiu que entre 18 e 26 de setembro a prevalência de infeções era de 0,55% tendo em conta que 363 dos 84.610 testes realizados foram positivos, significativamente acima dos 0,125% registados em agosto, quando 136 dos 152,909 testes deram positivo. 

A maioria dos casos foi registada sobretudo no grupo etário entre 18 e 24 anos, no qual uma em cada 100 pessoas estava infetada, mas o número de casos aumentou sete vezes entre os maiores de 65 anos. 

Os níveis mais altos de infeção foram registados no noroeste e nordeste de Inglaterra, onde estão em vigor várias restrições para combater o surto, e o número de infeções aumentou cinco vezes em Londres, região que passou a estar sob vigilância desde a semana passada.

Porém, o índice de transmissibilidade efetivo (Rt) em Inglaterra para o período entre 20 de agosto e 26 de setembro caiu para 1,47 em setembro, abaixo do valor de 1,7 estimado em agosto, e os autores indicam que, se forem usados os dados da semana de 18 a 26 de setembro, o Rt ficaria em 1,1. 

"Embora os nossos últimos resultados mostrem alguns indícios iniciais de que o crescimento de novos casos pode ter diminuído, sugerindo que os esforços para controlar a infeção estão a funcionar, a prevalência da infeção é a mais alta que registámos até agora", sublinhou o epidemiologista Paul Elliott. 

O académico é o responsável no Imperial College pelo estudo encomendado pelo governo e que testa aleatoriamente dezenas de milhar de pessoas mensalmente. 

O estudo foi publicado pouco antes de o ministro da Saúde, Matt Hancock, ter anunciado mais restrições na cidade de Liverpool, bem como em Warrington, Middlesbrough e Hartlepool, igualmente no norte de Inglaterra, para tentar reduzir taxas de infeção com coronavírus.

Hancock disse que em Liverpool foram registados 268 casos por 100 mil habitantes, pelo que decretou a proibição de socialização entre pessoas de agregados familiares diferentes em espaços interiores, embora seja possível fazê-lo ao ar livre.

O ministro fez o anúncio hoje na abertura de um debate no parlamento sobre o impacto do encerramento antecipado de bares e restaurantes para as 22:00 horas em Inglaterra para tentar controlar a pandemia. 

Além desta medida, proibiu ajuntamentos de mais de seis pessoas, recomendou o teletrabalho para quem puder e o uso de máscaras na maioria dos espaços públicos interiores e introduziu multas de entre 1.000 libras (1.102 euros) e 10.000 libras (11.019 euros) para quem não ficar em isolamento se tiver sintomas ou receber um teste positivo.

"Tivemos de tomar decisões difíceis, mas necessárias, para suprimir o vírus. A única alternativa a suprimir o vírus é deixá-lo espalhar-se sem controlo e eu não farei isso. Portanto, embora eu saiba que muitas das regras individuais são difíceis, elas são necessárias e há alguns primeiros sinais de que estão a funcionar", disse aos deputados.

O Reino Unido registou 7.108 novas infeções e mais 71 mortes de covid-19 na quarta-feira, pelo que o total acumulado desde o início da pandemia covid-19 é agora de 42.143 óbitos, o número mais alto na Europa e o quinto no mundo, atrás dos Estados Unidos, Brasil, Índia e México.  

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 34 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

BM // FPA

Lusa/fim

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