Guerra na Ucrânia - Clique aqui e veja os pontos essenciais
Info

Covid-19: PM francês pede que não se baixe guarda perante ressurgimento da doença

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Lille, França, 03 ago 2020 (Lusa) -- O primeiro-ministro francês pediu hoje aos franceses e aos serviços do Estado que "não baixem a guarda" face ao ressurgimento da covid-19, para que não seja preciso voltar a impor um "confinamento geral".

As declarações de Jean Castex foram feitas na cidade de Lille (norte da França), onde passou a ser obrigatório o uso de máscara em alguns "locais públicos abertos", como acontece noutras zonas do país.

"O vírus não está de férias e nós também não", sublinhou o primeiro-ministro, defendendo a necessidade de "proteção contra o vírus sem ser preciso interromper as atividades económicas e sociais", ou seja, "evitando a perspetiva de reconfinamento generalizado".

Em algumas regiões francesas, verifica-se "um aumento dos números da epidemia", pelo que é necessário estar "mais atentos do que nunca", insistiu Jean Castex.

O primeiro-ministro elogiou os 14.000 testes já realizados na cidade de Lille, que enfrenta um ressurgimento dos casos de covid-19.

"Peço a cada francês que permaneça muito vigilante, porque a luta contra o vírus depende, é claro, do Estado, das comunidades locais, das instituições, mas também de cada um de nós", acrescentou Castex.

O discurso das autoridades francesas evoluiu ao longo das semanas (e da evolução do conhecimento científico), passando de afirmações sobre a inutilidade da obrigação de usar máscara até à sua imposição em todos os locais públicos fechados a partir de 20 de julho, e agora também em algumas zonas públicas, como estâncias balneares ao longo da costa atlântica, passeios pitorescos no rio Loire ou mercados dos Alpes.

As regras para o uso de máscaras ao ar livre entraram hoje em vigor e endurecem as regras adotadas no mês passado, que exigia o uso de máscaras em todas as lojas e locais públicos fechados.

A partir de hoje, 69 comunas da região de Mayenne, no oeste da França, impuseram o uso de máscara ao ar livre, assim como partes da cidade de Lille, no norte, e da cidade costeira de Biarritz, no país basco francês.

A França registou 7.000 novos casos de covid-19 na última semana, depois de ter conseguido controlar quase totalmente o vírus com o confinamento nacional de dois meses, contabilizando 30.265 mortes desde o início da pandemia.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 685 mil mortos e infetou mais de 18 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

PMC // FPA

Lusa/Fim

+ notícias: Mundo

Putin ameaça com ataques "relâmpago" em caso de intromissão estrangeira

O Presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou hoje que responderá com um ataque "relâmpago" a qualquer ingerência estrangeira na Ucrânia, onde está há dois meses em curso uma guerra desencadeada pela invasão do exército russo.

Pelo menos nove civis mortos por bombardeamentos russos no leste e sul da Ucrânia

Pelo menos nove civis morreram hoje na sequência de bombardeamentos do exército russo no leste e sul da Ucrânia, anunciaram as autoridades locais. De acordo com informações do governador da região de Lugansk (leste da Ucrânia), Sergey Gadai, três civis morreram debaixo de escombros de um prédio atingido por um bombardeamento na cidade de Popasna, para onde tinham fugido a fim de, segundo a mesma fonte, "se proteger de mísseis russos".

Um outro bombardeamento, que atingiu a cidade de Kharkiv (também no leste), a segunda maior da Ucrânia, matou três pessoas e deixou sete feridas, duas delas com gravidade, anunciou o governador regional, Oleg Synegoubov, apelando aos moradores para terem "muito cuidado e, se possível, não saírem dos abrigos".

Outros dois civis foram mortos e seis ficaram feridos na região de Donetsk, segundo o governador, Pavlo Kyrylenko.

Governo vai receber combustível da Polónia e apela à Europa para ajudar

A ministra do Desenvolvimento Económico da Ucrânia, Yulia Swyrydenko, anunciou hoje que a Polónia vai fornecer ao seu país 25.000 toneladas de combustível, referindo que o Governo está a lutar para equilibrar o mercado e retomar as exportações. 

"A ajuda da Polónia vai contribuir para estabilizar significativamente a situação no mercado de combustíveis", disse a ministra, citada pela agência de notícias polaca PAP, depois de se ter reunido, em Kiev, com a sua homóloga do país vizinho, Anna Moskva.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

RELACIONADAS

DESCUBRA MAIS

N'Agenda

Festivais - Soam as guitarras