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Covid-19: Racionalização orçamental e serviços públicos a 'meio gás' afetam apoios da Fundação Macau

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Macau, China, 03 ago 2020 (Lusa) - A Fundação Macau disse à Lusa que a quebra de cerca de dois terços nos apoios às instituições no primeiro semestre justifica-se com a racionalização orçamental e os serviços públicos a 'meio gás', devido à covid-19.

"Durante o período de janeiro até junho de 2020, por causa da influência da covid-19, as associações diminuíram os pedidos de apoio financeiro para realizar atividades", informou à Lusa a instituição, que tem como finalidade a promoção, o desenvolvimento e o estudo de ações de caráter cultural, social, económico, educativo, científico, académico e filantrópico que visem a promoção de Macau.

A instituição explicou ainda que, até março, os serviços públicos forneceram serviços limitados por causa da epidemia no território e que, por essa razão, "o progresso da revisão e do financiamento de subsídios [...] também foram afetados".

Numa primeira fase, de forma a travar o surto de covid-19, em fevereiro, as autoridades da capital mundial do jogo avançaram para medidas que acabaram, praticamente, por paralisar a economia, como o fecho por 15 dias dos casinos, em fevereiro.

As escolas fecharam, os estabelecimentos de diversão noturna também e a esmagadora maioria dos funcionários públicos passou a trabalhar a partir de casa.

A Fundação Macau distribuiu cerca de 410 milhões de patacas (43 milhões de euros) a instituições do território durante o primeiro semestre, uma quebra de quase 70% em relação aos seis primeiros meses de 2019.

De acordo com o boletim oficial, no segundo trimestre alocou 218,7 milhões de patacas (23 milhões de euros), em comparação com os 634 milhões (perto de 67 milhões de euros) de apoios financeiros no período homólogo do ano anterior.

Questionada pela Lusa, a Fundação Macau explicou que os apoios concedidos foram centrados em três características: "benefícios sociais, racionalidade orçamentária e capacidade de execução do candidato".

"Por outro lado, a fim de diminuir o risco de propagação da covid-19", explicou a Fundação, foram evitados financiamentos de grandes aglomerações ou que envolvessem "o movimento transfronteiriço de pessoas".

Macau foi dos primeiros territórios a identificar casos de infeção com a covid-19, antes do final de janeiro.

O território registou então uma primeira vaga de dez casos.

Seguiu-se outra de 35 casos a partir de março, todos importados, uma situação associada ao regresso de residentes, muitos estudantes no ensino superior em países estrangeiros.

Macau não registou nenhuma morte relacionada com a doença e não identificou qualquer infetado entre os profissionais de saúde.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 685 mil mortos e infetou mais de 18 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

MIM // PTA

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