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Incêndios: Fogo em Pampilhosa da Serra destruiu mais de 200 hectares de floresta

| País
Porto Canal com Lusa

Pampilhosa da Serra, Coimbra, 06 jul 2020 (Lusa) -- O incêndio que deflagrou no sábado no concelho de Pampilhosa da Serra destruiu mais de 200 hectares de floresta, essencialmente de pinheiro, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, José Brito.

"O levantamento dos prejuízos ainda não está concluído", mas o presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra, adiantou que as chamas queimaram "mais de 200 hectares de floresta, essencialmente de pinhal, mas também de eucalipto".

Para além da mancha florestal, não há registo de outro tipo de prejuízos significativos, designadamente em casas e bens, acrescentou.

A floresta agora atingida tem perto de 20 anos, indicou o autarca, referindo que se trata de árvores que resultaram de "regeneração natural, na sequência do último grande incêndio", em 2001, naquela zona.

O fogo, que deflagrou pelas 13:00 de sábado, em Janeiro de Baixo, no concelho de Pampilhosa da Serra, e que foi dominado pouco depois das 22:00, chegou a mobilizar perto de seis centenas de operacionais, mais de centena e meia de meios terrestres e 15 meios aéreos.

"Não fora a mobilização de tão elevado número de meios e teríamos tido incêndio para dias", admitiu José Brito, notando que no combate às chamas estiveram envolvidas diversas forças, desde corpos especiais de bombeiros a meios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), exemplificou.

O facto de se estar perante uma área florestal "muito densa e desordenada", fundamentalmente por resultar de regeneração espontânea, aliada a circunstâncias como o estado do tempo observado no sábado (caracterizado por elevadas temperaturas e ventos erráticos) e os acentuados declives do terreno dificultaram o combate às chamas, explicou.

A dimensão da área de floresta afetada, a densidade da vegetação e as características do terreno também obrigam a uma prolongada operação de rescaldo, envolvendo, ainda hoje, cerca de 150 operacionais e diversos meios, designadamente seis máquinas de rastos, para abrirem aceiros, para travar ou pelo menos, dificultar, a progressão de eventuais reacendimentos, sublinhou José Brito.

De acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mantinham-se no terreno, pelas 12:20, 155 operacionais, auxiliados por 48 viaturas.

Na mesma ocasião, de acordo com a mesma fonte, registava-se no território do continente um total de 14 incêndios rurais, quatro do quais em curso, mobilizando, no conjunto, 306 operacionais e 80 veículos (cerca de metade dos quais na Pampilhosa de Serra) e quatro meios aéreos.

JEF (AFE/SSS) // SSS

Lusa/Fim

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