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Marta Temido diz que surto na Misericórdia de Cinfães ajuda a explicar aumento de casos no Norte

| País
Porto Canal com Lusa

A ministra da Saúde disse hoje que o aparecimento de casos de infeções de covid-19 em vários pontos do país está maioritariamente associado a surtos ou cadeias de transmissão conhecidas. A governante observou que, dos 69 casos existentes na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, a maioria está associada ao surto no Lar da Santa Casa de Cinfães, distrito de Viseu.

Atualizado 27-06-2020 11:40

Contudo, o mais preocupante é a “incidência persistente” da covid-19 em algumas áreas de Lisboa e Vale do Tejo, mais concretamente na zona norte da Área Metropolitana de Lisboa, afirmou Marta Temido na conferência de imprensa de balanço da evolução da pandemia no país.

Segundo a governante, 234 dos 339 casos registados em Lisboa e Vale do Tejo situam-se na área metropolitana.

A governante observou também que, dos 69 casos existentes na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, a maioria está associada ao surto no Lar da Santa Casa de Cinfães, distrito de Viseu.

Já os casos na ARS do Alentejo estão, essencialmente, ligados à situação de Reguengos de Monsaraz, onde há 128 pessoas infetadas, mas também a focos mais pequenos, “mesmo muito pequenos”, como os do Parque de Campismo de Grândola, e “um ou dois” em Elvas e Campo Maior, referiu.

Aqueles que se verificam na área da ARS do Algarve estão relacionados com a situação de uma festa ilegal em Odiáxere, onde existem 119 casos positivos, havendo ainda pequenos focos em Cabanas de Tavira e Albufeira, adiantou.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 487 mil mortos e infetou mais de 9,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.555 pessoas das 40.866 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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