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Covid-19: Isabel Camarinha sente falta dos contactos com os trabalhadores

| Economia
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 22 abr 2020 (Lusa) -- A secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, já sente falta dos contactos com os trabalhadores, pois mais de metade dos dois meses que leva nestas funções têm decorrido de forma atípica, devido aos constrangimentos causados pela pandemia.

"Estamos a funcionar muito bem [na CGTP], apesar do confinamento, pois temos planos de contingência, mas sinto muito a falta dos contactos diretos com os trabalhadores, nas ações de rua e nos locais de trabalho", disse Isabel Camarinha em entrevista à agência Lusa.

Isabel Camarinha foi eleita secretária-geral da Intersindical em 15 de fevereiro, no último congresso da central sindical, mas está a ter um início de mandato diferente do que seria de esperar devido aos constrangimentos causados pela pandemia da covid-19.

Nas primeiras semanas de liderança da Inter, até 08 de março, a sindicalista participou em muitas ações de protesto com trabalhadores de vários setores, iniciativas que foram interrompidas devidos às medidas de combate à propagação da pandemia.

Desde então, Isabel Camarinha tem-se desdobrado em reuniões presenciais ou à distância com membros do Governo, com os restantes parceiros sociais, com partidos políticos ou com os seus colegas de direção.

"Hoje a ligação aos trabalhadores é feita de outra forma, dando voz aos seus problemas e às suas necessidades e apresentando propostas para defender os seus direitos", afirmou à Lusa.

A sindicalista espera que a partir de maio, com o previsível alívio das medidas de confinamento, seja possível retomar alguma da atividade sindical de proximidade aos trabalhadores.

Apesar da situação atual ser "completamente inesperada", Isabel Camarinha considerou que a CGTP continua a funcionar, enquanto coletivo, mesmo com as regras de confinamento, com dirigentes sindicais em permanência na sede e outros à distância, que vão definindo as orientações a seguir.

"Não estou a ter uma experiência de normalidade, mas temos todos feito um esforço de coordenação e sobretudo temos tentado, com firmeza e determinação, defender os interesses e direitos dos trabalhadores", disse.

RRA // CSJ

Lusa/Fim

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