Info

Covid-19: Dez por cento dos arqueólogos sem acesso a apoios excecionais para a crise

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 16 abr 2020 (Lusa) - Um inquérito 'online' realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (STArq) revela que cerca de 10% dos trabalhadores independentes do setor não tem "qualquer acesso a apoios preconizados pelo Estado para esta crise pandémica".

Segundo o STArq, "9,1% dos inquiridos são trabalhadores independentes ainda no ano de isenção", isto é trabalhadores que iniciaram a sua atividade há menos de ano, "não tendo qualquer acesso a apoios preconizados pelo Estado para esta crise pandémica".

Os inquérito 'online' aos trabalhadores em arqueologia obteve 196 respostas, "o que representará cerca de 15% dos trabalhadores do setor", que conta com cerca de 1.200 trabalhadores, segundo a mesma fonte.

De acordo com o inquérito, "quase 80% dos trabalhadores são precários, dos quais 52,5% são trabalhadores independentes". Realça o sindicato que "estes são na sua grande maioria falsos recibos verdes, obedecendo a um horário fixo, hierarquia e trabalhando para a mesma entidade patronal durante vários meses ou anos". Depois, 18,9% são trabalhadores contratados e 4,6% bolseiros.

No atual contexto de pandemia, "cerca de um quarto dos trabalhadores ficou sem rendimento ou com o seu rendimento reduzido", 34,2% afirmou "estar a trabalhar normalmente" e 33,2% em teletrabalho.

Dos que ficaram com rendimento reduzido, "9,2% estão em isolamento voluntário", referindo o STArq que "é apontada como causa o não cumprimento das normas profiláticas da Direção Geral da Saúde, no âmbito das empreitadas de construção civil", uma situação que, segundo a mesma fonte, "faz os trabalhadores temerem pela sua saúde, optando por permanecer em casa voluntariamente e sem qualquer retorno financeiro".

O inquérito revela que "8,2% dos trabalhadores viu o seu trabalho suspenso pela entidade patronal", sublinhando o STArq que "mais uma vez, enquanto recibos verdes, ainda não tiveram acesso a qualquer apoio", 3,6% está em casa com filhos menores de 12 anos, e 4,1% estão desempregados.

Dos inquiridos, 27,6% manifestou vontade de solicitar um apoio social, devido à pandemia de Covid-19, e destes apoios, 65,5% dos inquiridos vai solicitar o apoio excecional, anunciado pelo Governo para os trabalhadores independentes que vejam a sua atividade reduzida ou interrompida.

Segundo o STARq, 25,5% pensa solicitar o apoio para pais de filhos menores de 12 anos, 7,3% considera solicitar subsídio de desemprego e 1,8% está de baixa médica, por integrar grupo de risco.

Cerca de metade dos inquiridos - 46,4% - considera que o Governo não está a disponibilizar os apoios sociais necessários nesta crise pandémica, enquanto 35,2% avalia positivamente a atuação do Governo e 18,4% não sabe ou não respondeu.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 140 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 450 mil doentes foram considerados curados.

Portugal regista 629 mortos associados à covid-19 em 18.841 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 30 mortos (+5%) e mais 750 casos de infeção (+4,1%).

NL // MAG

Lusa/Fim

+ notícias: País

Mais 677 infeções, cinco mortes e nova redução nos internamentos

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 677 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, cinco mortes atribuídas à covid-19 e nova redução nos internamentos em enfermaria e cuidados intensivos.

Estudo revela que dois em cada 10 idosos não desenvolvem anticorpos após a toma da vacina contra a Covid-19

Um estudo realizado durante um ano, por um grupo de investigadores do Instituto de Investigação do Medicamento, da Faculdade de Fármacia da Universidade de Lisboa, revelou que dois em cada 10 idosos não desenvolvem anticorpos após a toma da vacina contra a Covid-19.

Marta Temido: "Há quantidades para revacinar toda a população contra a Covid-19"

A Ministra da Saúde, Marta Temido, avisa que "há quantidades para revacinar toda a população contra a Covid-19" e alerta que "a máscara não é para deitar fora".

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

RELACIONADAS

DESCUBRA MAIS