Guerra na Ucrânia - Clique aqui e veja os pontos essenciais
Info

Covid-19: Itália aumenta investimento nos hospitais, mas crise exige "revolução"

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Roma, 24 mar 2020 (Lusa) -- A Itália aumentou o investimento nos seus hospitais para lidar com o coronavírus, distribuindo mais materiais e ventiladores, mas o processo exige uma verdadeira "revolução no setor da saúde", afirmou hoje o comissário do governo para a crise.

"Precisamos ter mais máquinas, mais camas, mais pessoal. Temos de iniciar uma revolução no nosso sistema hospitalar", disse Domenico Arcuri, numa conferência de imprensa realizada hoje, na sede da Proteção Civil.

O aumento de equipamentos nos hospitais resultou, por exemplo, num crescimento de mais 60% das vagas para cuidados intensivos, passando de 5.343 no início da crise para 8.370 atualmente.

Também as camas das unidades de pneumologia e doenças infecciosas quadruplicaram em diferentes hospitais, passando de 6.625 para 26.169.

Arcuri, comissário extraordinário para a emergência do coronavírus, adiantou ainda que 500 enfermeiras voluntárias e 300 médicos vão mudar-se nas próximas horas para as áreas mais afetadas, no norte do país.

Por outro lado, daqui a três dias, um consórcio de empresas italianas começará a fabricar máscaras, equipamento que é cada vez mais escasso no país, mas necessário para médicos que trabalham em hospitais.

Nos últimos dias, a Itália recebeu máscaras de países como a França, a Alemanha ou a China, e espera-se que este país envie oito milhões de máscaras auto filtrantes no domingo e outros seis milhões do tipo cirúrgico.

No entanto, o objetivo de Itália é fabricar as suas próprias máscaras para reduzir a "total dependência de importações", defendeu Arcuri.

Para isso, avançou o comissário, o Governo vai investir 50 milhões de euros para dar incentivos às empresas do país que queiram dedicar as suas instalações ao fabrico de máscaras.

Ao mesmo tempo, as autoridades políticas e de saúde continuam a pedir aos cidadãos que permaneçam confinados em suas casas, lembrando que a pandemia já matou mais de 6.070 pessoas na Itália e infetou 63.927.

"É muito importante seguir as instruções do Governo, mesmo que sejam difíceis e invulgares. A grande maioria respeita, mas imploro a todos os italianos que o façam. Devemos evitar que a situação emergência se espalhe a outras regiões", afirmou.

Um dos aspetos que mais preocupa as autoridades é a necessidade crescente de cuidados intensivos nas áreas mais afetadas, como a Lombardia, que está à beira do colapso.

Face à Renânia do Norte-Vestefália, vai receber 10 doentes italianos.

A medida, anunciada pelo governador Armin Laschet, surge na sequência de uma decisão da Saxónia, no leste da Alemanha, que vai tratar oito pacientes italianos. Três estados alemães na fronteira com a França também começaram a receber alguns infetados franceses.

Segundo Laschet, os doentes serão levados de avião para a Alemanha, nos próximos dias, pela Força Aérea italiana.

"Isto é apenas uma pequena gota no oceano", admitiu Laschet no parlamento regional, explicando que o objetivo é "enviar um sinal" e dizer às pessoas que "não estão sozinhas".

A região da Renânia do Norte-Vestefália conta com uma população de quase 18 milhões de pessoas, tendo registado 8.745 casos de covid-19 e 45 mortes - cerca de um terço do total da Alemanha.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.077 mortos em 63.927 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infetados já estão curados.

PMC // FPA

Lusa/Fim

+ notícias: Mundo

Putin ameaça com ataques "relâmpago" em caso de intromissão estrangeira

O Presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou hoje que responderá com um ataque "relâmpago" a qualquer ingerência estrangeira na Ucrânia, onde está há dois meses em curso uma guerra desencadeada pela invasão do exército russo.

Pelo menos nove civis mortos por bombardeamentos russos no leste e sul da Ucrânia

Pelo menos nove civis morreram hoje na sequência de bombardeamentos do exército russo no leste e sul da Ucrânia, anunciaram as autoridades locais. De acordo com informações do governador da região de Lugansk (leste da Ucrânia), Sergey Gadai, três civis morreram debaixo de escombros de um prédio atingido por um bombardeamento na cidade de Popasna, para onde tinham fugido a fim de, segundo a mesma fonte, "se proteger de mísseis russos".

Um outro bombardeamento, que atingiu a cidade de Kharkiv (também no leste), a segunda maior da Ucrânia, matou três pessoas e deixou sete feridas, duas delas com gravidade, anunciou o governador regional, Oleg Synegoubov, apelando aos moradores para terem "muito cuidado e, se possível, não saírem dos abrigos".

Outros dois civis foram mortos e seis ficaram feridos na região de Donetsk, segundo o governador, Pavlo Kyrylenko.

Governo vai receber combustível da Polónia e apela à Europa para ajudar

A ministra do Desenvolvimento Económico da Ucrânia, Yulia Swyrydenko, anunciou hoje que a Polónia vai fornecer ao seu país 25.000 toneladas de combustível, referindo que o Governo está a lutar para equilibrar o mercado e retomar as exportações. 

"A ajuda da Polónia vai contribuir para estabilizar significativamente a situação no mercado de combustíveis", disse a ministra, citada pela agência de notícias polaca PAP, depois de se ter reunido, em Kiev, com a sua homóloga do país vizinho, Anna Moskva.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

RELACIONADAS

DESCUBRA MAIS

N'Agenda

Festivais - Soam as guitarras