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Covid-19: Regresso de milhares leva Macau a converter hotéis em centros de quarentena

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Macau, China, 21 mar 2020 (Lusa) -- O regresso de milhares a Macau nos últimos dias levou as autoridades a converterem seis hotéis em centros de quarentena para os quais as pessoas são encaminhadas para reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus.

Em conferência de imprensa hoje, as autoridades da cidade informaram que mais de um milhar de pessoas encontra-se em quatro hotéis a cumprir um isolamento de 14 dias e anunciaram que vão ficar disponíveis outros dois estabelecimentos.

O regresso a Macau nos últimos dias de milhares de pessoas - sobretudo estudantes, e num momento em que mais de 1.400 já notificaram as autoridades de que se preparam para fazer o mesmo -, a obrigatoriedade de quarentena tem colocado um desafio ao território para assegurar espaços que permitam o isolamento.

De resto, as autoridades admitiram hoje atrasos no encaminhamento de pessoas que obrigatoriamente tinham de cumprir a quarentena, uma situação justificada precisamente com o grande volume de entradas nos últimos dias.

Na sexta-feira, 38 mil pessoas entraram em Macau. Destas, 7.700 foram visitantes, a maioria (60%) oriundos de Hong Kong, território vizinho que nos dois últimos dias registou mais de 80 novos casos de infeção com o vírus da covid-19. Isto motivou as autoridades de Macau a reiterarem que continuam a estar atentas e a não descartarem a hipótese de estender as restrições fronteiriças ou de rastreio a quem chegar da cidade vizinha.

Macau registou uma primeira vaga de dez casos em fevereiro, que já tiveram alta hospitalar. Após 40 dias sem novos casos, esta semana foram identificadas sete pessoas infetadas, o que levou as autoridades a reforçarem medidas de controlo e restrições fronteiriças.

Macau impôs quarentena obrigatória a todos os que chegam ao território e proibiu a entrada de trabalhadores não residentes. Em ambos os casos, apenas exclui destas medidas as pessoas oriundas de Taiwan, Hong Kong e da China continental.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, infetou mais de 265 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 11.100 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 90.500 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 182 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 4.032 mortos em 47.021 casos.

JMC // MP

Lusa/Fim

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